segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Jornada de personagens femininos na corrida ao Oscar 2016


A cerimônia do Oscar 2016 acontece no próximo domingo (28), com uma diversidade de histórias concorrente as estatuetas, a premiação desse ano conta com seis longas de personagens femininos em suas jornadas de superação, transformação e redenção. Cada filme, flerta com a elegância, ótimas interpretações e recheado de muita emoção, ao mesmo tempo que provoca discussões e sensibiliza com o processo de redenção dessas heroínas. Seja o romance entre duas mulheres, um coração dividido entre dois lugares, a superação no matrimônio, a revolta contra um sistema machista ou simplesmente o afeto entre mãe e filho. Leia um pouco mais sobre a jornada dessas personagens femininas e escolha sua torcida para a corrida ao Oscar 2016.


O quarto de Jack (Room)
Direção: Lenny Abrahmson
4 indicações ao Oscar
- Melhor Filme
- Melhor Atriz (Brie Larson)
- Melhor Diretor (Lenny Abrahmson)
- Melhor Roteiro Adaptado (Emma Donoghue)


Em apenas um pequeno ambiente vive o menino Jack (Jacob Tremblay) de cinco anos de idade com sua mãe Joy (Brie Larson), nesse local os dois fazem suas refeições, tomam banho juntos e se exercitam. A rotina deles baseia-se exclusivamente nesse quarto, proporcionando um elo forte de cumplicidade e amor. Jack não faz ideia do que existe fora desse espaço, pois o quarto é para ele o único lugar do mundo. Ao terem a oportunidade de escapar, mãe e filho tentam adaptar-se em sociedade e a continuarem com o afeto existente.
Um filme comovente e com atuações magníficas de Jacob Tremblay e Brie Larson. Ao que tudo indica, Brie Larson pode levar para casa o Oscar de Melhor Atriz, já que faturou o Globo de Ouro e o SAG na mesma modalidade. 


Brooklin (Brooklyn)
Direção:  John Crowley
3 indicações ao Oscar
- Melhor Filme
- Melhor Atriz (Saoirse Ronan)
- Melhor Roteiro Adaptado (Nick Hornby)


O romance estrelado por Saoirse Ronan como Ellis Lacey, retrata uma jovem irlandesa na década de 1950 mudando-se para os Estados Unidos, precisamente no bairro do Brooklyn, sozinha, com apenas uma garantia de trabalho. Nesse novo país, Ellis enfrenta dificuldades para adaptar-se e sente-se desamparada. Por acaso do destino, a jovem conhece Tony (Emory Cohen), imigrante italiano, o que resulta em um amor genuíno e promissor entre os dois. No entanto, a vida com as surpresas direciona Ellis novamente para Irlanda, e lá, ela encontra novos elementos para justificar sua permanência. Dessa forma, a jornada da jovem divide-se entre os dois países e algo mais profundo.
Com diálogos engraçados e boa atuação de Saoirse Ronan o filme é a surpresa do Oscar.


Carol (Carol)
Direção: Todd Haynes
6 indicações ao Oscar
- Melhor Atriz (Cate Blanchett)
- Melhor Atriz Coadjuvante (Rooney Mara)
- Melhor Fotografia (Edward Lachman)
- Melhor Figurino
- Melhor Trilha Sonora
- Melhor Roteiro Adaptado (Phyllis Nagy)


A narrativa é construída a partir do encontro casual em uma loja de brinquedos da atendente Therese Belivet (Rooney Mara) com Carol Aird (Cate Blanchett), uma mulher elegante casada com Harge (Kyle Chandler). Devido a esse fortuito, as duas mulheres iniciam uma amizade, ao qual ambas passam por momentos de tédio e descontentamento com a vida. Com isso, o que era apenas uma situação do acaso tornar-se numa aproximação afetiva, gerando um romance e as possíveis consequências desse ato.
Um drama comovente e belíssimo, com interpretações calorosas de sensibilizar o público, ao qual ambas atrizes, transmitem a jornada amorosa de um modo brilhante e elegante. Conjuntamente a fotografia acompanha o ritmo da narrativa com imagens estonteantes.


Joy: O nome do sucesso (Joy)
Direção: David O. Russell
1 indicação ao Oscar
- Melhor Atriz (Jennifer Lawrence)


A jornada de Joy Mangano (Jennifer Lawrence) é de provação em praticamente o filme todo, cada resolução de problema eis que surge outro para essa mulher solucionar. Quando criança era criativa, e devido a esse fator, Joy desenvolve um esfregão milagroso, cujo alto índice de vendas resulta em seu enriquecimento. Ela torna-se uma empreendedora de sucesso, ao mesmo tempo que precisa lidar com sua família problemática. O filme peca nesse turbilhão de adversidades sob a protagonista e pouco desenvolvimento dos outros personagens. A atriz Jennifer Lawrence carrega o longa e ganha a quarta indicação ao Oscar em seis anos com uma atuação agradável. 


45 anos (45 years)
Direção: Andrew Haigh
1 indicação ao Oscar
- Melhor Atriz (Charlotte Rampling)


Durante 45 anos o casamento de Kate Mercer (Charlotte Rampling) sustenta-se em perfeita harmonia, na véspera da comemoração de aniversário, o marido é surpreendido com uma carta de falecimento de seu primeiro amor, vítima de um desastre nos Alpes Suíços. A notícia, não só abala esse homem como coloca em questão a própria maturidade do relacionamento, sacudindo as estruturadas de confiança e afetividade. Um romance sensível e profundo que possibilita uma reflexão sobre o tempo e o amor. Uma magnifica interpretação de Charlotte Rampling.


Cinco graças (Mustang)
Direção: Deniz Gamze Ergüven
1 indicação ao Oscar
- Melhor Filme Estrangeiro (França)


Cinco irmãs órfãs, entrando na fase da adolescência vivem em uma aldeia no norte da Turquia com sua avó. Um dia ao saírem da escola decidem bainhar-se no mar junto de alguns rapazes, esse evento de ingenuidade das meninas, mas de malícia por parte da população, ocasiona mudanças drásticas na vida de cada uma delas. Narrada através dos olhos da mais nova Lale, a história retrata a prisão domiciliar das cinco, proibidas de retornar a escola ou saírem de casa. Elas começam a serem preparadas para tornar-se donas de casa e a receberem propostas de casamento. Cada uma vai tendo seu destino traçado, seja através das normas da sociedade ou quebrando as regras existentes.
Uma poderosa e eletrizante história sobre a repressão à mulher, mas acima de tudo sobre a união de laços fraternos de irmãs, que juntas lutam pela liberdade em um país onde o papel feminino ainda não tem voz. 

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