quinta-feira, 28 de maio de 2015

Confira os dez últimos ganhadores do Palma de Ouro no Festival de Cannes


Encerrou-se no último domingo a 68ª edição do Festival de Cannes com o prêmio Palma de Ouro para o filme francês "Dheepan" do diretor Jacques Audiard, a história narra a jornada de um ex-guerrilheiro do Sri Lanka que junto com duas desconhecidas chega à França. O Festival de Cannes é maior evento de cinema do mundo e contou este ano com 19 títulos na competição de diversas culturas e teve como júris os irmãos Joel e Ethan Coen.

Para ajudar a memória dos cinéfilos de plantão, o CineBlissEK informa os dez últimos ganhadores do prêmio Palma de Ouro no Festival de Cannes, confira:


Dheepan
Direção: Jacques Audiard, 2015 (França)




Winter Sleep 
Direção: Nuri Bilge Ceylan,  2014 (Turquia/França/Alemanha)




Azul é a cor mais quente (La vie d' Adèle)
Direção: Abdellatif Kechiche, 2013 (França)




Amor (Amour)
Direção: Michael Haneke, 2012 (França/Alemanha/Áustria)




A árvore da vida (The tree of life)
Direção: Terrence Malick, 2011 (Estados Unidos)




O Tio Booonmee, que pode recordar suas Vidas passadas (Lung Boonmee raluek chat)
Direção: Apichatpong Weerasethakul, 2010 (Tailândia)




A fita branca (Das weisse band)
Direção: Michael Haneke, 2009 (França/Alemanha/Áustria/Itália)




Entre os muros da escola (Entre les murs)
Direção: Laurent Cantet, 2008 (França)





4 meses, 3 semanas e dois dias (4 luni, 3 saptamâni si 2 zile)
Direção: Cristian Mungiu, 2007 (Romênia)





Ventos da liberdade (The wind that shakes the Barley)
Direção: Ken Loach, 2006 (Irlanda)


 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

O CineBlissEK elege as cinco principais personagens femininas em filmes de ação


Com a estreia do filme "Mad Max: Estrada de fúria" do diretor George Miller estrelado pela atriz Charlize Theron várias discussões surgiram na mídia e nas redes sociais sobre o papel da mulher no universo cinematográfico e as questões dos direitos iguais de trabalho. Para incrementar esse assunto polêmico exposto este ano no discurso do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por Patricia Arquette, algumas atrizes durante as entrevistas no Festival de Cannes em 2015 reclamaram dos salários desiguais e das dificuldades de exercer a profissão pelo fato de serem mulheres. Confira alguns comentários da atriz Charlize Theron - Festival de Cannes 2015

Algumas tentativas de boicote por certos grupos de homens em assistir ao filme Mad Max: Estrada da fúria, aumentou a repercussão do assunto e gerou debate sobre personagens femininos em filmes do gênero de ação que tenham papel principal, como o da Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) na obra citada acima. A polêmica levantada despertou uma pesquisa mais aprofundada sobre a questão da mulher em tramas de ação e a descoberta tornou-se pauta para esse post.

A primeira protagonista mulher em filme de ação ocorreu em 1979 com "Alien, o oitavo passageiro" com a atriz Sigournery Weaver, várias atrizes no decorrer dos anos conquistaram posição de destaque neste gênero, contudo algumas ficaram estagnadas em personagens sensuais, com roupas apertadas, decotes exagerados e sendo resgatas pela figura do homem. Porém há uma pequena parcela de atrizes que atuaram em histórias de ação com papéis principais e saíram do estereótipo mulheres objetos companheiras dos homens em suas jornadas de herói. 

O CineBlissEK seleciona estas cinco personagens femininas em filmes de ação que empreenderam suas jornadas de heroína não com o intuito de dominar ou exterminar algo, mas em ressaltar os atributos do feminino como: a empatia, a criatividade, o conhecimento intuitivo, o senso de pertencimento ao coletivo e principalmente o respeito a si mesmo, ao outro e ao planeta.

Mad Max: Estrada da fúria (Mad Max: Fury road)
Direção: George Miller, 2015
Heroína: Imperatriz Furiosa, Charlize Theron


A continuação da trilogia de Mad Max de George Miller quase trinta anos depois, trás uma história com características diferenciadas das anteriores, pois nesta versão há a introdução de uma heroína, a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) que rouba as cenas do personagem principal Max (Tom Hardy). A narrativa se construi com a fuga de cinco esposas do líder Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne) com a ajuda de Furiosa e Max. Juntos tentam chegar ao Vale Verde, porém para o objetivo final eles precisam enfrentar o deserto, a perseguição destemida de Immortan Joe, seguidores enlouquecidos, potentes armas de fogo e carros e motos velozes.
 

Kill Bill volume 1 e 2 (Kill Bill)
Direção: Quentin Tarantino, 2003
Heroína: Noiva ou Beatrix Kiddo, Uma Thurman


O filme dividido em duas partes narra a jornada de uma ex- assassina profissional Beatrix Kiddo (Uma Thurman) quando decidi sair do grupo de exterminadores composto por mulheres para ter uma vida normal. Contudo no dia do seu casamento,  Noiva como também é conhecida, recebe a visita de suas ex-companheiras e ex-chefe, Bill (David Carradine) que tentam matá-la. Beatrix sobrevive em coma num hospital por cinco anos, quando desperta jura vingança a todas às pessoas envolvidas no massacre e como deleite final a própria morte de Bill.  


O exterminador do futuro 2 (Terminator 2: Judgement Day)
Direção: James Cameron, 1991
Heroína: Sarah Connor (Linda Hamilton)


O exterminador (Arnold Schwarzenegger) volta nesta continuação do filme como o protetor do jovem John Connor (Edward Furlong) contra um cyborg que tenta matá-lo para destruir o futuro líder a resistência humana. John também conta com a ajuda de sua mãe Sarah Connor (Linda Hamilton) que após ser resgatada de um hospital psiquiátrico, alia-se a dupla e juntos tentam combater a Skynet.  


Alien, o oitavo passageiro (Alien)
Direção: Ridley Scott, 1979
Heroína: Tenente Ellen L. Ripley (Sigournery Weaver)


Durante a expedição em um planeta, um membro da tripulação é atacado por uma criatura estranha conseguindo se salvar. Porém de volta à nave, o tripulante se vê parindo um alienígena que começa a atacar os seres humanos existentes na embarcação. A cada morte, a tenente Ripley (Sigournery Weaver) ganha mais força para destruir essa criatura. Um filme que trás cenas de profundo silêncio para aumentar o grau de suspense.


Jogos Vorazes (The hunger games)
Direção: Gary Ross, 2012
Heroína: Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence)


Num futuro distante, as pessoas são divididas em distritos e a cada ano dois jovens representantes de cada jurisdição é selecionado para participar de um reality show. A jovem Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) para salvar sua irmã da convocação, se voluntaria para o programa sabendo que suas chances de sobrevivências são mínimas, pois apenas um concorrente possui o privilégio de não morrer. 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Um passeio nostálgico e romântico pela capital francesa com o filme "Meia noite em Paris"


O filme "Meia noite em Paris" de 2011 é praticamente uma homenagem do diretor americano Woody Allen (Vicky Cristina Barcelona; Blue Jasmine; Magia ao Luar) à capital francesa, assim como ele já fez para sua cidade natal, Nova Iorque no filme "Manhattan" de 1979, em "Meia noite em Paris" há uma declaração de amor. Logo, nos minutos iniciais há cenas das ruas parisienses, a troca das estações e a melodia de Sidney Bechet para dar ritmo ao deleite visual à Cidade Luz.

Para idolatrar Paris e, as pessoas importantes do mundo das artes, que viveram na cidade no começo do século XX, Woody Allen apresenta a jornada do roteirista de Hollywood Gil Pender (Owen Wilson), no período atual em visita à capital francesa, junto de sua noiva, Inez (Rachel McAdams). A jovem, representa uma crítica ao estilo consumista americano, que não se imagina morar em outro país. Já Pender, é o oposto, apaixonado pela Cidade Luz, nutre o sonho de ser um escritor sério e morar em Paris. O detalhe de pensamentos contraditórios, indicam os conflitos do casal, assim como a falta de gostos em comum, enquanto ela prefere ir às compras, ele gosta de caminhar pelas ruas em dias chuvosos.

Devido aos interesses adversos, em uma noite, após a degustação de vinho, Inez decidi ir junto de seus amigos Paul (Michael Sheen) e Carol (Nina Arianda) dançar, enquanto Gil resolve retornar ao hotel andando. Em sua volta, ele se perde pelas ruas e, acaba indo parar dentro de um carro com pessoas um tanto quanto distintas, que dirigem-se à uma festa. Nesta celebração, ele logo estranha as vestimentas das pessoas, o tipo de música e as personalidades apresentadas, pois para seu espanto, são intelectuais da Belle Époque do começo do século XX, Elsa e Scott Fitzgerald, Cole Porter e Ernest Hemingway.  

Com à condição de viajar no tempo, as noites de Gil são preenchidas com personagens idolatrados do seu imaginário e, durante o dia ele precisa tolerar os passeios turísticos por Paris ao lado de sua noiva e do casal de amigos que lhe causa repulsa. Nesses passeios, ele conhece uma guia turística interpretada por Carla Bruni que aparece em duas cenas do filme e, uma jovem vendedora francesa também admiradora de Cole Porter.

Gil um nostálgico de carteirinha, se encanta com esse novo universo, começa a ir todas as noites ao mesmo local para encontrar com seus novos amigos e através deles editar seu primeiro livro. Nos encontros noturnos, ele conversa com Salvador Dalí, Luis Buñuel, T.S. Eliot, Gertrude Stein e Pablo Picasso. Contudo, sua real inspiração para emergir nesse mundo, é encontrar-se com a jovem estilista Adriana (Marion Cotillard), no qual demonstra interesse por seu livro, assim como atração por artistas complicados, pois tem em sua bagagem amorosa, romances com Pablo Picasso, Braque e Amedeu Modigliani.

Assim como os encontros entre Gil e Adriana rendem as cenas românticas, com os dois caminhando por Paris, é também nesse universo nostálgico, no qual o humor é expresso com ares para o intelectual. Como na cena de Gil, Salvador Dalí, May Ran e Luis Buñuel sentados em um bar, discutindo a possibilidade de o roteirista estar apaixonado por duas mulheres de tempos diferentes - Inez no presente e Adriana no passado - e seus amigos acharem a coisa mais normal, já que são representantes do movimento surrealista. Outra situação hilária, é quando o roteirista, dá uma dica para o diretor espanhol Luis Buñuel, em fazer um filme com pessoas presas em uma casa, essa premissa é a história do filme "O Anjo Exterminador" de 1962 do cineasta espanhol.

Woody Allen nesse filme dialoga com o passado e presente em uma Paris romântica, ao mesmo tempo que aborda discussões do mundo das artes e da literatura, contudo, sem deixar de lado à crítica ao pseudo intelectual e a burguesia americana, algo frequente em suas obras cinematográficas. Para a surpresa do público, a interpretação de Owen Wilson como um alter ego do cineasta americano está precisa, com elementos comuns de personagens interpretados anteriormente por Woody Allen como: questões existenciais, humor negro, inseguranças, neuroses e medos.

Nesta aventura de filmar na Europa novamente - "Match Point" em Londres e "Vicky Cristina Barcelona" em Barcelona - o diretor com o artifício de viajar no tempo, produz o filme com um roteiro bem estruturado, mágico e divertido. Aparições de figuras ilustres do universo literário e artístico, causam espanto não só para o personagem principal como também ao espectador, cuja torcida para a jornada de autoconhecimento de Gil em resolver sua crise existencial e, decidir entre passado ou presente, seja materializada da uma forma poética.
CineBlissEK



Curiosidades:
  • Woody Allen já foi indicado 23 vezes ao Oscar, mas sua única aparição na premiação foi para homenagear a cidade de Nova Iorque após o 11 de setembro;
  • O filme ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original em 2012;

Ficha técnica:

Meia noite em Paris (Midnight in Paris)
2011, Estados Unidos/ Espanha
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Produção: Letty Aronson, Stephen Tenenbaum, Jaume Rours
Elenco: Owen Wilson, Rachel McAdams, Marion Cotillard, Adrien Brody, Kathy Bates, Carla Bruni

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Confira os filmes que agitam a 68ª edição do Festival de Cannes



Começou ontem à noite na França a 68ª edição do Festival de Cannes, o maior evento de cinema do mundo. A abertura foi com o filme "La tête haute" da diretora francesa Emmanuelle Bercot que tem como protagonista a atriz Catherine Deneuve. Esse ano o Festival faz uma homenagem ao centenário do diretor Ingrid Bergman e Agnés Varda. O evento que acontece até o dia 24 de maio conta com 19 títulos do mundo todo competindo pelo Palma de Ouro e também outros filmes fora da competição como "Mad Max" de George Miller e "Irrational Man" do diretor Woody Allen.

Confira a lista completa dos filmes que estão na disputa pelo prêmio Palma de Ouro: 

"Dheepan", de Jaques Audiard
"La Loi du Marché", de Stéphane Brizé
"Marguerite et Julien", de Valérie Donzelli
"Il Racconto del Racconti", de Matteo Garrone
"Carol", de Todd Haynes
"Nie Yinniang", de Hou Hsiao Hsien
"Shan he gu ren", de Jia Zhang-Ke
"Umimachi Diary", de Hirokazu Kore-Eda
"Macbeth", de Justin Kurzel
"The Lobster", de Yorgos Lanthimos
"Mon Roi", de Maïwenn
"Mia Madre", de Nanni Moretti
"Saul Fia", de Lászlo Nemes
"Youth", de Paolo Sorrentino
"Louder Than Bombs", de Joachim Trier
"The Sea of Trees", de Gus Van Sant
"Sicario", de Denis Villeneuve
"Chronic", de Michel Franco
"Valley of Love", de Guillaume Nicloux

Para maiores informações do Festival de Cannes, confira o site oficial: Festival de Cannes
CineBlissEK

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Uma homenagem ao dia das mães com a personagem Manuela no filme "Tudo sobre minha mãe"



O CineBlissEK seleciona o filme Tudo sobre minha mãe do diretor espanhol Pedro Almodóvar (Fale com ela, A pele que habito) para homenagear todas as mães nesta data festiva que se comemora no próximo domingo. Essa obra cinematográfica além de retratar o universo materno também traz elementos do feminino, do cuidar de outra pessoa, da família e acima de tudo do amor para todos.

A história já começa com uma belíssima reverência ao clássico do cinema mundial "A malvada" (All about Eve) ao mostrar cenas desta obra cinematográfica na televisão quando Manuela (Cecilia Roth) e seu filho Estéban (Eloy Azorín) jantam. Essa sugestão reflete no próprio nome do filme Tudo sobre minha mãe e também para nomear o diário do jovem.

Neste diário Estéban busca relatar a vida de sua mãe para enviar a um concurso, no dia de seu aniversário ele escolhe como presente acompanhar Manuela em seu trabalho que ganha a vida como enfermeira e às vezes atua na encenação de vídeo educativo para doação de órgãos. No mesmo dia mãe e filho assistem a peça de teatro Um bonde chamado desejo em que a atriz principal Huma Rojos (Marisa Paredes) é a preferida de Estéban, quando este na saída do teatro decide correr para pedir um autógrafo à ela, é atropelado.

Através das coincidências da vida, o jovem morre e sua mãe permite o transplante do coração dele a outra pessoa. Após o incidente Manuela resolve voltar para Barcelona em busca do pai do rapaz para lhe contar sobre a morte. A cena do retorno dela para a cidade catalã é de uma beleza mitológica, pois ela está em um trem com uma trilha sonora e entra em um túnel de pedras, uma representação de voltar às origens.

Nessa jornada de regresso outros acasos acontecem a Manuela, o primeiro deles é encontrar emprego como assistente da atriz idolatrada por seu seu filho, Huma. Outra casualidade é cuidar de uma jovem freira Rosa (Penélope Cruz) infectada pelo vírus HIV e grávida do pai de Estéban que no decorrer do filme revela-se ser, Lola um travesti e profissional do sexo.

Almodóvar nessa história traz elementos marcantes de suas obras anteriores como: o universo feminino sem a figura do masculino e quando aparece são indivíduos frágeis ou transformados; personagens bizarros como Agrado (Antonia San Juan), um travesti que gosta de agradar a todos; mescla de gêneros (drama, comédia, tragédia); e como não poderia faltar o exagero e cores berrantes com o predomínio do vermelho.

A grande figura deste filme com certeza é Manuela ao exercer diversas atribuições: enfermeira que doa o coração de seu filho após a morte, atriz amadora ao substituir Nina nos palcos e interpretar novamente Um bonde chamado desejo, a cuidadora da freira Rosa e consequentemente seu filho, uma confidente dos segredos do universo de travestis e profissionais do sexo e acima de tudo uma mãe de todas as personagens do filme que são cuidados por ela com carinho e afeto. Uma personagem de coragem, sensibilidade e carisma que conquista e emociona o público.  

Com a abordagem do submundo através de personagens marginalizados pela sociedade, o diretor espanhol com esse filme traz uma alta carga de emoção com histórias de sofrimento que se coincidem e dialogam entre si para resultar em um elogio às atrizes, às mães, aos homens que querem ser mulheres e as mulheres que sonham em ser mães, ou seja ao feminino.
CineBlissEK



Curiosidades: 
  • Pedro Almodóvar ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2000 e dedicou o prêmio “a todas as atrizes que viveram atrizes. A todas as mulheres que representam. Aos homens que representam e se tornaram mulheres. A todas as pessoas que querem ser mãe. À minha mãe.” (Bravo, 2008, p. 93)

Ficha técnica:

Tudo sobre minha mãe (Todo sobre mi madre)
1999, Espanha/ França
Direção: Pedro Almodóvar
Roteiro: Pedro Almodóvar
Produção: Agustín Almodóvar
Elenco: Cecilia Roth, Penélope Cruz, Eloy Azorín, Marisa Paredes, Antonio San Juan

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Os melhores filmes de mafiosos de Hollywood


Quando a figura do cowboy dos filmes de western deixam de ser preferidos pelo público a partir da década de 1960, eis que Hollywood surge com uma outra personagem que além de ser o herói carrega também o peso de ser criminoso. Essa mistura de papéis de bandidos com mocinhos gera a figura do mafioso, indivíduo geralmente imigrante que se aventura em terras americanas em busca de oportunidades. O cinema a partir de então, explora essa personagem e ganha uma das franquias mais famosas, o clássico O poderoso chefão.

A imagem do mafioso junto de sua família preza pela comunhão mas também pela lei da vingança e total domínio de seus territórios, agem contra a lei e não temem em comprar policiais, políticos e jornalistas para que o crime não seja descoberto. Defendem seus interesses pessoais com violência, mas acima de tudo querem a união da família, ou seja, ao mesmo tempo em que demonstram o lado sombrio com autoridade também expõem suas fraquezas e inseguranças.

Para homenagear essas personagens foras da lei e queridas do universo cinematográfico, o CineBlissEK escolhe os cinco melhores filmes de mafiosos que marcaram a história do cinema mundial e até hoje são admirados pelo público. 


O poderoso chefão (I, II e III)
(The godfather - I, II, and III), 1972, 1974 e 1990
Direção: Francis Ford Coppola


O filme dividido em três partes narra desde a imigração do menino italiano para América, Vitto Corleone (Robert De Niro - Marlon Brando), a forma como ele entra para o crime organizado, a estruturação da família Corleone nos Estados Unidos, até a transferência de poder de Michael Corlene (Al Pacino) para Vicent (Andy Garcia). O diretor Francis Ford Coppola  leu o livro de mesmo nome do autor Mario Puzzo e só decidiu fazer a adaptação para o cinema quando identificou na história da ascensão da família Corleono elementos semelhantes ao progresso do capitalismo americano.


Os intocáveis
(The untouchables), 1987
Direção: Brian de Palma



A história se passa durante a lei seca nos Estados Unidos da década de 1930 em que o crime organizado conhece apenas um nome, Al Capone (Robert De Niro). Este controla toda máfia e se concentra em Chicago. Para tentar prender esse mafioso a cidade conta com apenas quatro policiais, entre eles o incorruptível Elliot Ness (Kevin Conster) que buscam de todas as formas colocar Al Capone na cadeia, nem que isso envolva perseguições e mortes. Um ótimo filme com escalação de estrelas de Hollywood.


Os bons companheiros
(The goodfellas), 1990
Direção: Martin Scorsese


A trama se baseia na jornada do mafioso Henry Hill (Ray Liotta) desde sua adolescência até a vida adulta e a união com outros companheiros Jimmy (Robert De Niro) e Tommy (Joe Pesci) que juntos desbravam o mundo do crime organizado criando amigos e inimigos, além é claro de construirem fortunas. O filme narra desde a ascensão até a queda dessas personagens.


Cassino
(Casino), 1995
Direção: Martin Scorsese


Nesse filme o crime organizado se concentra em um cassino na cidade de Las Vegas ao qual o  administrador Ace (Robert De Niro) toma conta. Junto com seu amigo mafioso Nicky Santoro (Joe Pesci) e sua mulher infiel Ginger (Sharon Stones) eles constroem uma fortuna, mas pagam o preço por essa forma de enriquecimento ilegal. A violência, traição e mentiras são elementos fundamentais dessa obra cinematográfica.


Scarface  
(Scarface), 1983
Direção: Brian De Palma


A obra cinematográfica baseada no livro de mesmo nome, narra a história do refugiado cubano Tony Montana (Al Pacino) que conquista o mundo do crime com a venda de cocaína na cidade de Miami. Com muitas cenas de violência o filme retrata a maneira como um chefe do crime organizado chega ao poder e se consolida.