quinta-feira, 25 de junho de 2015

Uma homenagem ao mestre do suspense Alfred Hitchcock com seus 10 melhores filmes


O diretor inglês Alfred Hitchcock nascido em 13 de agosto de 1899 até hoje continua sendo considerado o mestre do gênero suspense no universo cinematográfico mesmo depois de 35 anos de sua morte. O cineasta começa sua carreira com filmes mudos em Londres, porém em Hollywood ganha destaque e se consagra como um mestre do cinema. Até os anos de 1950, sua carreira baseava-se em thrillers psicológicos, com maestria em manipular o medo e o pânico em sua plateia assim como o uso de trilha sonora para aumentar o grau de suspense.

Os críticos de cinema na França na revista Cahiers du Cinéma, Jean Luc Godard, François Truffaut e Claude Chabrol (futuros cineastas e fundadores da Nouvelle Vague) identificaram nas obras cinematográficas de Hitchcock marcas registradas e estilos próprios elegendo-o como autor, ou seja, assim como a literatura ou as artes plásticas têm seus autores, o cinema possuí o mesmo, e dessa forma cria-se a expressão "cinema de autor", ao qual assim como Alfred Hitchcock outros cineastas também são colocados nesse patamar.

Esse mestre do cinema aparece como figurante em 39 de seus 52 filmes, o que na época geralmente causava uma expectativa por parte de seu público em identificar o momento de sua aparição. Assim como a presença rápida na maioria de suas obras, o diretor também cria outros elementos cinematográficos singulares ao qual eleva sua posição como um grande diretor. Algumas características surgidas em seus filmes são até hoje copiadas em várias histórias, como: o close de objetos chaves para a narrativa; a figura do vilão inocente que para se ver livre da acusação busca o real culpado; o conceito MacGuffin, objeto inserido na trama para alavancar a história sem real importância no decorrer da narração; e claro a utilização de trilha sonora para gerar uma tensão maior e criar o suspense. Para esse último o diretor teve a parceria com o compositor musical Bernard Herrmann.

A contribuição de Alfred Hitchcock para o cinema com a criação de seu próprio estilo influencia até hoje filmes contemporâneas e a maneira de elaborar suspense psicológico tão intenso ainda faz dele único e mestre do gênero suspense. Dessa forma o CineBlissEK, formula a lista com os 10 melhores filmes do cineasta para a plateia admiradora de histórias com roteiros estruturados, surpresas no decorrer da trama, time de estrelas de Hollywood e uma alta dose de pavor e susto. Confira e eleja qual a melhor obra de Alfred Hitchcock.


Psicose (Psycho)
1960


Após roubar a imobiliária onde trabalha a jovem Marion (Janet Leigh) foge para se encontrar com o amante, porém durante a fuga devido ao cansaço e a chuva para em um motel para descansar. O motel Bates possuí no dono Norman Bates (Anthony Perkins) uma figura estranha, misteriosa com uma simpatia forçada. Em sua hospedagem no motel, Marion desaparece e origina uma investigação para saber do seu paradeiro, porém nessa busca outras coisas são reveladas.O filme conta com uma das cenas mais famosas do cinema, em que Marion está no chuveiro e é surpreendida por uma pessoa ao som de uma eletrizante trilha sonora.


Um corpo que cai (Vertigo)
1958


O policial aposentado Scottie (James Stewart), afastado devido ao trauma de acrofobia (medo de altura), tem sua muda vida completamente mudada quando é contratado por um amigo para seguir sua esposa Madeleine (Kim Novack). Nessa jornada de investigação ele salva a vida da jovem e apaixona-se por ela. Contudo as reviravoltas da história trás incidentes surpreendentes que mesmo o detetive com seu medo de altura tem que superar. 


Os Pássaros (The Birds) 
1963


Quando a socialite Melanie (Tippi Hedren) decide fazer uma visita para um suposto namorado em uma pequena cidade para entregar pessoalmente um pássaro, ela acaba se deparando com estranhos acontecimentos no vilarejo. Pássaros começam a surgir do nada e aterrorizar a população local, fazendo vítimas fatais.


Janela Indiscreta (Rear Window)
1954, 


O fotógrafo L. B. Jeffries (James Stewart) após sofrer um acidente paralisando sua perna, tem sua rotina baseado em apenas ficar sentando em uma cadeira de rodas observando a janela. Por passar muito tempo nesse atividade, ele começa a observar com uma lente teleobjetiva o dia a dia de seus vizinhos e a criar suas próprias teorias sobre cada um deles. Nesse universo de espionar os moradores, ele acredita que um vizinho tenha matado a esposa e decide investigar o crime em sua cadeira de roda com ajuda de sua namorada Lisa (Grace Kelly).


Disque M para matar (Dial M for murder)
1954


Um ex-tenista Tony Wendice (Ray Miland) chantageia um amigo de faculdade para matar sua esposa Margot Mary Wendice (Grace Kelly) para receber o dinheiro do seguro. Para essa façanha ele planeja criar o álibi de ir à um jogo de cartas, enquanto o assassino elimina sua esposa. No momento da ligação para sua casa percebe que algo saiu fora do planejado resultando numa trama repleta de surpresas e reviravoltas.


O homem que sabia demais (The man who knew too much)
1956


Durante as férias no Marrocos o casal americano Ben McKenna (James Stewart) e Jo McKenna (Doris Day) é acidentalmente testemunha de um assassinato, ao qual a vítima suspira algumas palavras para Ben. Para impedi-lo de informar a polícia os assassinos sequestram o filho do casal e faz com que as férias da família se torne no maior pesadelo de suas vidas.


Intriga internacional (North by Northwest)
1959


 Roger Tornhil (Gary Grant) é confundido com um espião, para tentar esclarecer a situação ele decidi ir até a ONU buscar por alguém que o possa ajudar, contudo essa única pessoa é morta em sua frente fazendo dele o principal suspeito. Nessa jornada de provar a sua inocência ele conta com a assistência da jovem Eve Kendall (Eva Marie Saint). 


Pacto Sinistro (Strangers on a train)
1951


Dois desconhecidos em uma mesma cabine de trem conversam sobre suas vidas, nesse diálogo o tenista Guy Haines (Farley Granger) confessa o quanto odeia sua mulher e o herdeiro de uma fortuna Bruno (Robert Walker) diz sentir o mesmo pelo pai. Juntos eles elaboram um plano de cada um exterminar a pessoa odiada, para o tenista a ideia não passa de uma piada, porém para Bruno a estratégia deve ser seguida à risca.
 

Ladrão de Casaca (To catch a thief)
1955


Um ex-ladrão John Robie (Cary Grant) decide ajudar a polícia da Riviera Francesa a capturar um roubador de joias que está fazendo várias vítimas, entre elas a viúva rica Frances Stevens (Grace Kelly). Sua ajuda se torna de extrema necessidade já que ele também é considerado um suspeito pelos roubos.


Interlúdio (Notorious)
1946

Um trama de suspense e romance, o filme trás a jovem Alicia (Ingrid Bergman) filha de um espião nazista que tem a missão de viajar para o Rio de Janeiro para se encontrar com outro espião. Para sua ajuda ela conta com Davlin (Gary Grant) um agente americano que no caminho se apaixona por ela.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

CineBlissEK celebra um ano na blogosfera e agradece a cada visualização da página


Feliz Aniversário para o CineBlissEK com seu primeiro ano de vida no universo da blogosfera cinematográfica. Essa celebração tem ares de realização de um antigo sonho (na verdade de adolescência), e agora visualizar esse projeto com um ano de existência é para se emocionar e continuar a acreditar em cada aspiração da alma, mesmo quando esse objetivo seja para o lado da fantasia e ilusão, como o mundo do cinema.

Um filme para esse blog não é simplesmente entretenimento, é além disso, é uma arte que emociona a parte mais profunda do coração e direciona a alma para o hemisfério do lúdico, da mitologia e da magia. Dessa forma o cinema tem o poder de proporcionar o debate de temas polêmicos, a reflexão de questões existências, aventuras em carros de alta velocidade, o deleite de imagens de tirar o fôlego e a gargalhada das atrapalhadas mais bobas das personagens e também de nos mesmos ao nos identificar com os heróis cinematográficas.

O CineBlissEK nasceu com a intenção de divagar sobre filmes e os mitos que acompanham cada história, ao logo desse um ano foram 48 textos postados com afeto e sinceridade e um total de 1.575 visualizações. Alguns conteúdos borbulharam para serem escritos enquanto outros precisaram de tempo para amadurecerem. Houve períodos de ausência devido aos imprevistos da vida, porém nunca de abandono.

À vista disso o CineBlissEK agradece imensamente cada pessoa que acompanhou as publicações, leu os conteúdos, visualizou a página, aos internautas que clicaram por curiosidade ou por engano, aos cinéfilos em busca de informação e a cada um que de alguma forma estiveram presentes nessa jornada cinematográfica. Muito obrigada!

Como presente, o CineBlissEK convida você, a compartilhar suas sugestões, críticas e opiniões sobre o blog, e também em palpitar sobre filmes para que possamos juntos criar um espaço de debate cinematográfico cada dia mais interessante acolhendo informações sobre esse mundo encantador que é o cinema.

Um beijo grande!



quinta-feira, 18 de junho de 2015

Clássico do cinema "Tubarão" celebra 40 anos neste mês de junho


Um dos clássicos do cinema mundial o filme "Tubarão" do diretor Steven Spielberg (Jurassic Park; A lista de Schindler) celebra 40 anos no dia 20 de junho de 2015 sendo considerado por críticos cinematográficos como o precursor da era blockbuster em Hollywood, essa teoria se deve pelo fato da estreia do filme ter ocorrido em pleno verão no hemisfério norte ao qual não era considerado como o melhor mês para estreia. Porém "Tubarão" conseguiu o feito de arrastar milhares de pessoas para as salas de cinema e tornar-se o primeiro blockbuster de verão, como afirma Nigel Andrews jornalista do Financial Times. Esse feito também seria utilizado dois anos depois por George Lucas com o lançamento de Star Wars.

Logo no início do filme, há imagens do fundo do mar com uma eletrizante trilha sonora de John Williams, a escuta provoca arrepios no público e o direciona a identificar a música com a chegada do tubarão em todo o desenrolar da história. A técnica de unir uma canção com a suspeita da aproximação da criatura aquática proporciona o alto grau de suspense do filme causando medo e pânico em cada momento que ouve-se a composição sonora.

A história baseada no livro do autor Peter Benchley trás para as telas cenas de tensão e terror psicológico ao retratar a insaciável fome de um tubarão ao atacar banhistas de uma pequena cidade americana, Amity Island. Para perseguir esse predador, o suspense conta com a jornada do policial Martin Brody (Roy Scheider) em convencer a população local a interditar a praia, porém sua posição de xerife ainda é algo novo devido a sua recente mudança de Nova Iorque para o pequeno vilarejo. Neste local a base da economia depende exclusivamente dos turistas durante o verão, no entanto com o surgimento da criatura aquática vários problemas aparecem para os moradores. De um lado tem-se o xerife com planos de proibir o uso da praia até conseguir eliminar a ameaça de mortes pelo tubarão e do outro lado há população com o impasse de não conseguir ganhar o sustento devido ao desaparecimento de turistas caso a praia seja interditada.

Como as mortes não param de ocorrer Martin consegue a aprovação do prefeito Larry Vaughn (Murray Hamilton) para contratar o pescador Quint (Robert Shaw) e junto do oceanógrafo Matt Hooper (Richard Dreyfuss) partem em um barco para eliminar de vez o tubarão. Essa viagem marítima representa na linguagem da jornada do herói a aproximação à caverna oculta e as provações das personagens perante o tubarão e acima de tudo de seus próprios medos.

No caso do xerife sua fobia é com relação à água, pois durante praticamente todo o filme ele não entra no mar, e só com o deslocamento para o oceano no intuito de matar o tubarão que ele consegue vencer esse medo e no final conseguir nadar de volta a terra firme. A superação deste pavor representa uma conquista para Martin em que o mesmo diz: "E eu que tinha horror a água". Essa constatação reflete a transformação pela qual ele passou devido a jornada realizada.

Neste filme Steven Spielberg mostra características fundamentais que o eleva ao nível de um grande cineasta, pois demora uma hora e vinte minutos para mostrar o tubarão, causando suspense ao telespectador; não apresenta os destroços da morte da criatura aquática, apenas uma imagem poética do fundo do mar com uma música para acompanhar esse fim; e utiliza das cores vibrantes para identificar momentos importantes para a narrativa, como o vermelho na sunga do menino na praia e do amarelo nas boias utilizadas para exterminar o tubarão.

O diretor assim como em seus outros filmes trás nesta história a perfeita jornada do herói desde o retrato do mundo comum, o chamado à aventura, travessia do limiar, provações e o retorno. E também a construção de seus personagens com uma coragem fora do comum, cujo papel é conduzir a narrativa e proporcionar situações extraordinárias. Mesmo depois de 40 anos de sua estreia "Tubarão" ainda causa uma sensação de realidade com seus efeitos especiais e proporciona tensão, terror e pânico em seu público.
CineBlissEK



Curiosidades: 
  • O filme conta com mais quatro sequências, porém sem tanto sucesso quanto a primeira;
  • A história é baseada no livro do autor Peter Benchley;

Ficha técnica: 

Tubarão (Jaws)
1975, Estados Unidos
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Carl Gottlieb, Peter Benchley
Produção: David Brown, Richard D. Zanuck
Fotografia: Bill Butler
Elenco: Richard Dreyfuss, Robert Shaw, Roy Scheider, Lorraine Garry, Murray Hamilton