sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Darth Vader o vilão mais amado do cinema


"May the Force be with you"

Em meio aos burburinhos sobre as primeiras imagens lançadas hoje do novo filme da saga Star Wars: Episódio VII - O despertar da Força com direção de J.J. Abrams e lançamento previsto para dezembro de 2015, pensei sobre meu primeiro contato com a história intergalática criada pelo diretor George Lucas.

Esse contato foi um pouco tardio em 2006, mas a forma como atingiu meu imaginário foi surpreendente o que me levou a ser como muitos outros, uma fã de todos elementos e personagens que compõem esse grande clássico do cinema. Me lembro como se fosse ontem, quando na Universidade minha grande amiga Patrícia soube que eu nunca havia assistido Star Wars, naquela época ela me fez prometer que assistiria aos seis episódios de uma só vez, mas teria que vê-los de acordo com o lançamento, ou seja, IV, V, VI, I, II, III. Passei um feriado torcendo por Luke Skywalker (Mark Hamill), princesa Leia (Carrie Fischer), Hans Solo (Harrison Ford), Chewbacca (Peter Mayhew), R2D2, CP3O, Obi-Wan Kenobi (Alec Guiness/Ewan McGregor) e Yoda, contudo ao terminar de assistir percebi uma simpatia pelo grande vilão Darth Vader, acredito que a maioria dos admiradores dessa saga também sentiram e sentem até hoje, pois ele continua sendo adorado por uma legião de fãs em todo mundo.

Por acaso do destino esses dias revi os filmes novamente em um canal pago que não me lembro qual, a forma de interpretar cada personagem foi bem diferente da primeira vez, o motivo foi ter agora o conhecimento da jornada do herói de Joseph Campbell e dos arquétipos de Carl G. Jung utilizados no filme, o que para muitos são elementos cruciais para o sucesso cinematográfico além claro dos efeitos especiais.

A jornada do herói aos olhos do jovem Luke Skywalker traz todos os estágios descritos por Campbell: mundo comum, o chamado a aventura, o encontro com o mentor Obi-Wan Kenobi e aliados como Hans Solo, a travessia do primeiro linear, aproximação da caverna oculta, provação, recompensa, caminho de volta, ressurreição e o retorno com o elixir. Não foi por acaso que George Lucas trabalhou com Joseph Campbell, um especialista em mitos básicos da humanidade, para elaborar um roteiro que deve-se às histórias mais antigas do universo. 

Mas como toda história com seu herói não pode faltar um vilão capaz de confrontar o personagem salvador para que esse venha se fortalecer em sua jornada, no caso de Star Wars o arquétipo da Sombra foi tão bem construído que se tornou em um dos vilões mais adorados do cinema, Lord Darth Vader. Em qualquer história a função do arquétipo da Sombra é desafiar o herói para que ele venha a ter um oponente à altura em sua luta, para o escritor Christopher Vogler: "as Sombras criam conflitos e trazem à tona o que o herói tem de melhor, ao colocá-lo numa situação que ameaça sua vida".

A criação desse anti-herói já começa através de sua vestimenta totalmente negra, sugerindo aspectos negativos do herói não trabalhados, ou seja, o lado negro da Força que Luke reluta em não querer participar mesmo depois sabendo que seu pai é na verdade o vilão, Darth Vader. Para Joseph Campbell Darth Vader representa: "... quando a consciência assume o controle o que surge é esse Darth Vader, o homem que passou para o lado intelectual. Ele não está pensando nem vivendo  em termos humanos, está vivendo em termos de um sistema. E é essa ameaça à nossa vida que todos nós encaramos. Todos nós agimos na nossa sociedade em relação a um sistema. Será que o sistema vai devorá-lo e tirar de você sua natureza humana ou você vai conseguir usar o sistema para realizar objetivos humanos"?

Esses objetivos humanos é representado por Luke Skywalker quando decidi não fazer parte do lado negro da Força, mas sim lutar contra e tentar buscar a bondade em seu pai, tanto que quando Darth Vader é derrotado e prestes a morrer, as sementes da bondade se despertam ao ponto de procurar o perdão e a reconciliação com seu filho. O drama de George Lucas com seus seis filmes é todo a respeito da ascensão, queda e redenção de Anakin Skywalker/ Darth Vader.

Star Wars é um mito no cinema porque utilizou de uma linguagem comum da cultura pop, com metáforas e símbolos para exprimir como os seres humanos se sentem em relação ao bem e ao mal, à tecnologia e a fé.

Se existe ainda alguém que não tenha visto a saga intergalática, por favor, vá logo assistir antes da estreia do novo episódio e se tornar mais um fã desse clássico do cinema que até hoje conquista o público, seja pelos efeitos especiais, pelo romance de Hans Solo e a princesa Leia ou simplesmente pela autêntica jornada do herói. 
CineBlissEK


Confira o teaser do novo Star Wars: Episódio VII - O despertar da Força:



Para aqueles que se esqueceram um pouco sobre a saga, segue uma síntese bem legal do filme: 



Uma das cenas mais marcantes não só do filme, mas também do cinema, quando Anakin Skywalker coloca a máscara de Darth Vader e dá a primeira respiração, para mim é de arrepiar. Confira:



A utilização do personagem Darth Vader no mercado publicitário, uma demonstração de como ele se tornou o anti-herói mais pop da galáxia:


Ficha Técnica:

Star Wars: Episódio IV - Uma nova esperança (1977)
Direção: George Lucas

Star Wars: Episódio V - O império contra-ataca (1980)
Direção: Irvin Kershner

Star Wars: Episódio IV - O retorno do Jedi (1983)
Direção: Richard Marquand

Star Wars: Episódio I - A ameaça fantasma (1999)
Direção: George Lucas

Star Wars: Episódio II - O ataque dos clones (2002)
Direção: George Lucas

Star Wars: Episódio III - A vingança dos Sith (2005)
Direção:  George Lucas

Star Wars: Episódio VII - O despertar da Força (2015)
Direção: J.J. Abrams 

Bibliografia: 

CAMPBELL, Joseph. O herói de mil faces
CAMPBELL, Joseph. O poder do mito
EBERT, Robert. A magia do cinema
VOGLER, Christopher. A jornada do escritor

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Quando a vida traz questões impossíveis de controlar é a proposta de "Depois do casamento"


"Não podemos controlar tudo na vida" frase do personagem Jorgen em Depois do casamento.

O dinamarquês Jacob (Mads Mikkelsen) faz trabalho voluntário na Índia, em um orfanato, ele é tão envolvido com a ajuda humanitária que tem um carinho especial por um dos meninos Pramod. Contudo, seu projeto está com os dias contados por falta de dinheiro. Ao ser requisitado pessoalmente por um milionário Jorgen (Rolf Lassgard), à voltar para Copenhague, para uma possível ajuda financeira na creche, Jacob reluta mas decide fazer a viagem, ou seja, aceita seu chamado mesmo sem entender o motivo desse encontro.

Em Copenhague ao se reunir com Jorgen, Jacob sente um desinteresse dele pelo projeto voluntário, mas ao mesmo tempo é convidado pelo empresário a comparecer ao casamento de sua filha Anna (Stine Fischer Christensen). Ao chegar à festa Jacob se depara com sua ex-namorada Helene (Sidse Babett Knidsen), e também com uma revelação que mudará todo o destino de sua vida.

O nome Jacob que significa "aquele que vence" é surpreendido quando descobre que Anna na verdade é sua filha e não de Jorgen. Ele imerso em suas emoções paternas decide tirar satisfação com Helene para saber os motivos de nunca ter tido conhecimento dessa paternidade e principalmente porque Jorgen quer ajudar o orfanato na Índia sabendo que isso não lhe trará nenhum benefício.

Para o destino de Jacob não só a descoberta de uma filha, mas outras revelações farão com que sua existência se transforme, ao ponto de ser peça fundamental da tentativa de Jorgen de controlar o rumo da vida de sua família, mas que muitas vezes não é possível, como ele mesmo diz à sua esposa "não podemos controlar tudo na vida".

Um drama familiar que envolve várias formas de tentar controlar situações que saem do controle humano, prerrogativas da vida que são expostas para o público de uma maneira intensa ao focar a câmera nos olhos, bocas e na pele. Como os personagens reagem a cada revelação, a cada descoberta de erros do passado, são percebidos na maneira como olham um para o outro e a câmera para filmar esses olhares.

Porém nem tudo é o que parece ser, a intenção de construir o personagem de Jorgen como maniqueísta voltado para o capitalismo logo se desfaz em algo mais profundo e humano, explicando os motivos de tentar estar em domínio de tudo e até mesmo dos vários copos de bebida alcoólica.

Não são meros personagens, mas seres humanos com situações dramáticas parecidas com qualquer outra pessoa, aí vem a identificação que o filme proporciona ao público ao tratar de questões frágeis, profundas e complexas.

A diretora Susanne Bier que é herdeira do Dogma 95 (proposta de realização de filmes com base na economia de meios, como câmera na mão, iluminação natural, etc) traz no seu drama elementos parecidos com Festa de Família de Thomas Vinterberg como a câmera inquieta de Morten Soborg que retrata documentalmente a vida das crianças pobres na Índia, assim como o contraste entre os dois países, a fria e rica Dinamarca com uma miserável e calorosa Índia.

Para os amantes de um melodrama familiar, Depois do casamento traz todos os elementos possíveis para uma boa choradeira, mas por focar em personagens tão profundos e complexos o filme traça um caminho contrário ao clichê melodramático.
CineBlissEK




Curiosidades:
  • Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2007

Ficha Técnica:

Depois do casamento (Efter Brylluppet)
2006, Dinamarca/Suécia
Direção: Susanne Bier
Roteiro: Anders Thomas Jensen, Susanne Bier
Produção: Sisse Graum Olsen
Fotografia: Morten Soborg, Ole Kragh-Jacobsen, Otto Stenor, Stine Hein
Elenco: Mads Mikkelsen, Rolf Lassgard, Stine Fischer Christensen, Ida Dwinger, Sidse Babett Knidsen

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Em "As pontes de Madison" o amor demanda por escolhas delicadas


 "O amor é um nó feito de duas liberdades entrelaçadas
  Amor é escolha
  Amor é liberdade de escolha
  Escolha da liberdade
  Amor é a aposta deliberada na liberdade. Não só a minha, mas a do ser amado".
                                                                                                    (Octavio Paz)

O amor entre um casal envolve escolhas como descritas acima pelo autor Octavio Paz, às vezes a escolha de duas liberdades é se unirem em um nó, mas há também a liberdade de cada um optar pelo caminho de se estar só ou com outra pessoa. Eis o grande mistério da liberdade de escolha do amor que acarreta a responsabilidade de decidir, não há como ficar na "terceira margem do rio", ou seja indeciso, cada um tem que eleger o caminho a seguir e ser responsável pela decisão.

No filme "As pontes de Madison" (1995) o diretor Clint Eastwood trabalha justamente o amor e a liberdade de escolha dos apaixonados. No verão de 1965 no estado de Iowa, Estados Unidos, a dona de casa Francesca (Meryl Streep) ao se despedir de seu marido e filhos que partem para uma viagem, nem imagina que os quatro dias a sós serão os mais importantes de sua vida. Ao estar sozinha em sua fazenda se vê surpreendida com a chegada de um homem perguntando pela direção da ponte Rosemary, ao explicar ela decidi ir junto para ele não se perder.

Esse estranho homem chamado Robert (Clint Eastwood) é um fotógrafo da revista National Geographic que viaja pelo mundo tirando fotos de diversas culturas, seu trabalho em Iowa é fotografar a ponte Rosemary. Após Francesca levá-lo até o local, esta resolve convidá-lo para jantar em sua casa. Nesse jantar cada um fala sobre suas vidas, ela uma imigrante italiana mãe de dois filhos presa na instituição casamento, se encanta ao ouvi-lo descrever os lugares visitados. Ele um divorciado e viajante diz precisar de todas as pessoas, mas ninguém em particular, demonstrando seu desapego a qualquer pessoa ou convenção social.

Num primeiro momento é nítido a atração que Robert exerce sobre Francesca ao ponto de culminar na entrega dos dois a paixão que toma conta do corpo e mente de ambos. Esse caso amoroso com data para terminar faz com que tanto ela quanto ele se entreguem totalmente ao amor sem medo de qualquer consequência, são conduzidos pelo coração a simplesmente viverem aquele presente.

O despertar para o amor traz a transformação em Francesca, muda suas vestimentas de vestidos para calça jeans, seus cabelos que no início apareciam presos vê se depois soltos para voarem com o vento. Através da sensibilidade e do amor de Robert, ela se vê livre de qualquer amarra da sociedade, assim como ele nos braços de Francesca encontra um pouso seguro para relaxar de sua vida sem morada fixa.

A ponte que serve como isca para a união desse casal representa simbolicamente ligar o que está separado, a junção de uma margem a outra de um rio. Unir essas duas margens, passar nesta ponte é estar pronta para viver o amor, para se entregar ao desconhecido da paixão. 

Mas como qualquer coisa na vida, o amor também exige decisões e cada um tem a liberdade de fazer a sua, Robert pede para Francesca seguir com ele, abandonar a família. Mas ela até faz suas malas para caminhar junto ao amado, contudo opta por seus filhos e marido, mesmo sabendo que não viverá seu grande amor, escolhe o papel que fora lhe dado. Quantas mulheres principalmente na década de 60 também não tiveram que fazer escolhas semelhantes?

Robert ao se despedir de Francesca diz: "...é por isso que estou neste planeta, neste momento Francesca. Não é para viajar nem para tirar fotografias, mas para te amar. Agora sei. Quando penso em porquê fotografo, a única razão que me vem à mente é que passei minha vida tentando chegar aqui. Tenho a impressão de que tudo que fiz até hoje foi para chegar até você". 

O filme que inicia-se com os filhos de Francesca lendo o testamento da mãe falecida e seu pedido para ter suas cinzas jogadas na ponte Rosemary, se solidarizam com sua vontade após lerem o diário escrito por Francesca relatando seu caso amoroso com Robert e sua decisão de escolher a família. Essa leitura também os ajudam a questionarem seus próprios casamentos.

O romance tem seus ingredientes "água com açúcar" para emocionar o público, mas mesmo assim conquista o telespectador pela belíssima fotografia e claro pela ótima interpretação da atriz Meryl Streep que foi indicada ao Oscar por esse personagem.
CineBlissEK

                                           


Curiosidades:

  • Sydney Pollock diretor de "Entre dois amores" de 1985 era indicado para direção deste filme e Robert Redford como protagonista 

Ficha Técnica:

As pontes de Madison (The bridges of Madison County)
1995, Estados Unidos
Direção: Clint Eastwood
Roteiro: Richard LaGravaneve
Produção: Clint Eastwood, Katherine Kennedy
Fotografia: Jack N. Green
Elenco: Clint Eastwood, Meryl Streep, Annie Corley, 

Bibliografia:

PAZ, Octavio. A dupla chama - Amor e Erotismo

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

As comédias românticas favoritas do blog CineBlissEK


Pode parecer óbvio mas nesses mais de 100 anos de cinema o gênero que continua sendo um grande sucesso são as comédias românticas, entra ano sai ano e vê-se novos meninos que encontram suas meninas nas telas de cinema, a mesma história com roupagens diferentes, mas que emociona a todos.

O público torce com as idas e vindas da dupla e aplaudem o final feliz (happy end), mesmo sabendo como será o término do filme, as pessoas lotam as salas de cinema para vibrar por mais um casal construído por Hollywood. O que me chama atenção é o motivo pelo qual nós continuamos a assistir as comédias românticas sabendo que o menino irá conquistar o coração da menina no final. Muitas teorias vieram em minha cabeça e acredito que talvez por nos identificarmos e termos esperança no amor desfrutamos 120 minutos de encontros e desencontros de um casal apaixonado.

Por acreditar no amor resolvi selecionar as minhas 10 comédias românticas favoritas, até hoje continuo a me emocionar com cada uma delas e o quanto são significativas para a minha jornada amorosa.

Uma linda mulher (Pretty woman)
Direção: Garry Marshall, 1990, Estados Unidos

O conto de fadas da Cinderela que se torna realidade para uma garota de programa Vivian (Julia Roberts) ao conhecer o bilionário carente Edward (Richard Gere). Ele a contrata apenas para uma noite, mas decide prolongar por uma semana. O que era apenas um contrato de serviço para os dois, acaba tornando-se em algo inesperado quando descobrem que estão perdidamente apaixonados.
Um grande sucesso do cinema que alavancou a carreira da atriz Julia Roberts que será eternamente lembrada como uma linda mulher.



Sintonia de amor (Sleepless in Seattle)
Direção: Nora Ephron, 1993, Estados Unidos

O filho pequeno do viúvo Sam (Tom Hanks) liga para um programa de rádio para relatar a vida solitário de seu pai. A jornalista Annie (Meg Ryan) fica comovida e obcecada ao ouvir a história e decide entrar em contato com a família. Com muitos desencontros os dois acabam tendo seus caminhos cruzados.



Como perder um homem em 10 dias (How to lose a guy in 10 days)
Direção: Donald Petriee, 2003, Estados Unidos

O publicitário Benjamin Berry (Matthew McConaughey) para ganhar um contrato de diamantes aposta com seu chefe que é capaz de conquistar uma mulher e fazê-la se apaixonar por ele, contudo a selecionada é a jornalista Andie Anderson (Katie Hudson) que está escrevendo um artigo sobre como perder um homem em dez dias, cometendo certos erros que a maioria das mulheres fazem ao estar em um relacionamento. Objetivos completamente diferentes mas que cria um ambiente para os dois se apaixonarem.




Só você (Only you)
Direção: Norman Jewison, 1994, Estados Unidos

Quando garota Faith Corvatch (Marisa Tomei) teve a revelação de que sua alma gêmea se chama Damon Bradley, prestes a se casar ela recebe a ligação do amigo de seu noivo dizendo ser Damon Bradley avisando sua viagem para Veneza. Sem pestanejar ela embarca para Itália à procura desse amor. Em sua busca ela encontra Peter Wright (Robert Downey Jr.) um vendedor de sapatos que ao se apaixonar imediatamente por Faith finge ser Damon Bradley.



Enquanto você dormia (While you were sleeping)
Direção: Jon Turteltaub, 1995, Estados Unidos

A solitária cobradora de metrô Lucy (Sandra Bullock) sonha com seu príncipe encantado, um homem lindo, charmoso que passa por ela todos os dias sem notá-la. Ao sofrer um assalto e cair nos trilhos Peter (Peter Gallagher) é salvo por Lucy que acaba sendo confundida como sua noiva no hospital. Ele fica em coma e ela se torna membro de sua família. Contudo seus olhos começam a se voltar para o irmão Jack (Bill Pullman) ao qual passa a maior parte do tempo enquanto Peter dorme.



Se meu apartamento falasse (The apartment)
Direção: Bily Wilder, 1960, Estados Unidos

C.C. Baxter (Jack Lemmon) trabalha em um escritório em que a maioria dos homens emprestam seu apartamento para ir se encontrarem com suas amantes. Por esse favorzinho ele ganha sua promoção, mas ao mesmo tempo se apaixona pela amante de seu chefe, a belíssima Fran Kubelik (Shirley MacLaine). Após ela tentar suicido em seu apartamento, ele resolve cuidar dela de uma forma hilária e também apaixonante.



10 coisas que odeio em você (10 things I hate about you)
Direção: Gill Junger, 1999, Estados Unidos

Para ter a permissão de seu pai para namorar a jovem Bianca (Larissa Oleynik) precisa que sua irmã mais velha Kat (Julia Stiles) de um temperamento difícil comece a namorar, para isso acontecer Bianca conta com a ajuda de um de seus pretendentes Cameron (Joseph Gordon-Levitt). Ele paga para o estranho Patrick (Heather Ledger) conquistar o coração da Kat.  




Sabrina (Sabrina)
Direção: Billy Wilder, 1954, Estados Unidos

Sabrina (Audrey Hepburn) filha do chofer de uma família bilionária costuma observar as festas glamourosas dos Larrabee em cima de uma árvore, seu amor platônico por David (Willian Holden) a faz sonhar poder um dia ser sua namorada. A realização desse sonho se torna realidade quando ela retorna de uma viagem de Paris completamente deslumbrante. David com casamento marcado começa a se interessar por Sabrina, contudo seu irmão Linus (Humphrey Bogart) para impedir o fim do noivado de seu irmão, decide conquistar Sabrina. Mas o seu plano ganha outro caminho quando percebe que também está apaixonado por Sabrina.



Sem reservas (No reservations)
Direção: Scott Hicks, 2007, Estados Unidos

A chef de cozinha Kate (Catherine Zeta Jones) tem sua vida completamente mudada quando se vê obrigada a cuidar de sua sobrinha Zoe (Abigail Breslin) após a morte inesperada de sua irmã. Por ter um temperamento difícil Kate se irrita com a chegada de um novo sub-chefe Nick (Aaron Eckhart) por temer a perda do emprego. Porém com a ajuda de Nick, ela consegue uma aproximação com sua sobrinha. 



(500) dias com ela (500 days of Summer)
Direção: Marc Webb, 2009, Estados Unidos

Narrado de uma forma não linear, o filme conta a história do jovem Tom (Joseph Gordon-Levitt) ao se apaixonar por sua colega de trabalho Summer (Zooey Deschanel) que tem ideias um pouco diferentes da sua em relação ao amor. A história mostra desde o começo do relacionamento com os suspiros da paixão até o rompimento do casal e a dificuldade de lidar com a separação.


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

A busca por si próprio é o nutriente para a jornada de "Comer, rezar e amar"


"Todo mundo tem na sua jornada, um momento na vida quando precisa redefinir quem você é e o que está buscando", declara Julia Roberts sobre o filme "Comer rezar amar"

O indivíduo, em sua jornada busca por condições estabelecidas pela sociedade e acredita que quando atinge o grau invejado por muitos chegou ao ápice, contudo para alguns a sensação de vazio se apodera da mente e do corpo gerando perguntas sobre o caminho percorrido. Nesse momento o indivíduo volta sua atenção para sua alma e começa a buscar não lugares ou posições sociais, mas a si próprio. Essa forma de tentar ver a vida é considerada para Carl G. Jung fundador da psicologia analítica, como a maior aventura do ser humano, buscar a si mesmo.

Em "Comer Rezar Amar" a personagem Liz Gilbert (Julia Roberts) encontra-se num casamento perfeito, bem sucedida profissionalmente como jornalista, a casa dos sonhos, mas não está feliz, algo falta em sua vida. Como alternativa para mudar essa realidade pede o divórcio para o marido Steven (Billy Crudup) para em seguida estar em outro relacionamento com o ator David (James Franco), porém o vazio de sua alma não é satisfeito pelos relacionamentos. Dessa forma ela decide viajar para três países Itália, Índia e Bali para buscar algo que nem ela mesmo sabe o quê é, mas simplesmente se deixa levar para esses lugares.

Na Itália é conquistada pelas delícias culinárias e a forma como a cultura local aprecia os momentos de lazer, sua passagem por Roma é regada a belas paisagens, pratos da comida italiana apetitosos e um alto grau de clichês. Já na Índia sua busca espiritual confronta-se com bilhares de pensamentos borbulhando em sua mente sobre seus relacionamentos, hospeda-se em um ashram hindu para praticar meditação e conta com a ajuda do americano Richard (Richard Jenkins) para conseguir esvaziar sua cabeça de tantos pensamentos. Finalmente em Bali entra em sintonia consigo própria encontra o equilíbrio guiada pelo guru Ketut (Hadi Subiyanto) e consequentemente se depara com um novo amor ao lado do brasileiro Felipe (Javier Barbem) que arranha um português misturado com espanhol. A parte final do filme é ao som de várias músicas brasileiras o que não deixa de transparecer os estereótipos criados do Brasil no exterior.

O filme baseado no best-seller autobiográfico da jornalista Elizabeth Gilbert traz paisagens de tirar o fôlego e só, a narração mais se parece com um programa de televisão voltada para turismo misturado com autoajuda. Faltou uma maior profundidade de um tema tão complexo que é a transformação pela qual a personagem de Liz passa nos 140 minutos de filme, ela sai do aceitável pela sociedade, de sua zona de conforto para confrontar consigo própria.

A heroína como qualquer outra pessoa viu sua vida regada a condições preestabelecidas pela sociedade, mas que para ela não servia como sua jornada, ela precisava de mais, tinha fome de mais. Todo ser humano em algum momento de sua vida sente esse apetite, essa ânsia de ir em busca de si mesmo, contudo poucos são os que se aventuram nessa jornada, pois o caminho além de ser criticado por amigos e familiares é completamente incerto, mas como disse Joseph Campbell o que conta é a beleza da jornada.
CineBlissEK



Curiosidades:

  • O filme é baseado no livro homônimo da jornalista Elizabeth Gilbert que vendeu mais de 6,2 milhões de cópias e foi traduzido para 40 idiomas
  • Durante as filmagens na Índia a atriz Julia Roberts encantou-se com o hinduísmo tornando-se uma praticante

Ficha Técnica:

Comer Rezar Amar (Eat pray love)
2010, Estados Unidos
Direção: Ryan Murphy
Roteiro: Jennifer Salt, Ryan Murphy
Produção: Brad Pitt, Dede Gardner
Fotografia: Robert Richardson
Elenco:  Julia Roberts, Javier Bardem, James Franco, Richard Jenkins, Billy Crudup, Viola Davis