segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Para rechear o Natal confira a seleção de filmes do CineBlissEK


Como presente de Natal para o seguidores e leitores, o blog CineBlissEK fez uma listinha afetuosa de cinco filmes que narram todo esse espírito natalino (união, gratidão, perdão, alegria, amor e paz) cujo poder de invadir lares e corações das pessoas ao redor do mundo é imenso. Que esse energia natalina possa fazer parte da jornada do ser humano não só no Natal, mas em todos os dias. Confira os filmes e deixe-se levar por esse sopro de esperança, generosidade e recomeços que o Natal representa.
Um afetuoso e sincero Feliz Natal do blog CineBlissEK! 


Esqueceram de mim (Home alone)
1990, Estados Unidos
Direção: Chris Columbus
Roteiro: John Hughes
Elenco: Macaulay Culkin, Joe Pesci, Catherine O'Hara, Roberts Blossom


A família McAllister na véspera para o Natal encontra-se nos preparativos para a viagem de final de ano à Paris. Repleto de pessoas na casa, o mais jovem dos McAllister, Kevin (Macauly Culkin) não se sente incluso e costuma aprontar várias artimanhas o que geralmente resulta em castigo. Devido a esse fator, ele é esquecido pela família na própria casa quando todos partem para Paris. No primeiro momento ao se dar conta de estar sozinho, Kevin fica feliz e cuida de si mesmo. Todavia, as coisas mudam de cenário quando ele descobre que sua casa é alvo de dois bandidos. Kevin decide tomar as rédeas da situação e proteger seu lar da forma mais engraçada possível, enquanto sua mãe faz de tudo para retornar aos Estados Unidos.


Simplesmente amor (Love actually)
2003, Estados Unidos/ França/Reino Unido/Irlanda do Norte
Direção: Richard Curtis
Roteiro: Richard Curtis
Elenco: Billy Bob Thornton, Colin Firth, Emma Thompson, Hugh Grant, Keira Knightley, Laura Linney, Liam Neeson, Rodrigo Santoro


Em um emaranhado de histórias românticas na cidade de Londres, o filme "Simplesmente amor" narra desde o Primeiro Ministro inglês apaixonando-se por sua funcionário; um velho cantor de rock ameaçando ficar pelado na televisão; o casamento de muitos anos cujo esposa desconfia da traição do marido; um menino querendo declarar seu amor para a menina mais popular da escola. Essas narrativas e outras são entrelaçadas através do espírito natalino que invade o coração de todos.


A felicidade não se compra (It's a wonderful life)
1946, Estados Unidos
Direção: Frank Capra
Roteiro: Albert Hackett, Frances Goodrich, Frank Capra, Jo Swerling, Philip Van Doren Stern
Elenco: James Stewart, Donna Reed


Na véspera de Natal, o pai de família George Bailey (James Stewart) entra em crise existencial com dúvidas sobre as decisões tomadas e os problemas financeiras que enfrenta, devido a esses fatores decide se suicidar. No entanto, antes de cometer esse ato, seu anjo da guarda aparece e começa a mostrá-lo como seria a vida de sua família caso ele não existisse. Nessa jornada para o passado, George se depara com situações complicadas mas que seu papel foi de extrema importância.


Um conto de Natal (Un conde de Noel)
2008, França
Direção: Arnauld Desplechin
Roteiro: Emmanuel Bourdieu
Elenco: Catherine Deneuve, Chiara Mastroianni, Emmanuelle Devos, Mathieu Amalric, Jean-Paul Roussillon


Na reunião natalina, o casal Abel (Jean-Paul Roussillon) e Junon (Catherine Deneuve) confidenciam aos filhos a doença degenerativa da última. Com essa revelação outros problemas familiares ganham espaço para os membros lavarem as roupas sujas das relações. A irmã autoritária Elizabeth (Anne Consigny) que não conversa com o irmão Henri (Mathieu Almaric) e o segredo entre Simon (Laurent Capelluto) e Sylvia (Chiara Mastroianni) são questões que também entram para a mesa de discussão do Natal.


O Natal do Mickey (Mickey's Christmas Carol)
1983, Estados Unidos
Direção: Burny Mattinson,
Roteiro: Alan Dinehart, Alan Young, Burny Mattinson, Don Griffith, Ed Gombert, Tony L. Marino


Baseado no "Contos de Natal" de Charles Dickens, a Disney traz quatro histórias sobre o espírito natalino. Em uma delas, há a participação do Tio Patinhas como Ebenezer Scrooge que recebe na véspera do Natal a visita do fantasma do passado, presente e futuro para lhe mostrar certos aspectos de sua vida e ocasionar a reflexão do durão Patinhas. 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

O blog CineBlissEK anuncia os 5 melhores filmes vistos em 2015


O blog CineBlissEK tem o orgulho de apresentar a listinha com os melhores filmes vistos durante o ano de 2015, especificamente entre dezembro de 2014 a novembro de 2015. Nesse período o blog teve a oportunidade de mergulhar no universo cinematográfico assistindo diversos longas nas telonas e descobrindo raridades em DVD. Vale lembrar que a seleção é exclusivamente do gosto pessoal do blog e feita com todo carinho. Viva o Cinema e sua magia!


Mad Max: Estrada da fúria (Mad Max: Fury road)
2015, Estados Unidos
Direção: George Miller
Roteiro: Brendan McCarthy, George Miller, Nick Lathouris
Elenco: Tom Hardy, Charlize Theron, Nicholas Hoult,
Leia mais sobre o filme em: Mad Max: Estrada da fúria

 


Divertida mente (Inside out)
2014, Estados Unidos
Direção: Pete Docter, Ronaldo Del Carmen
Roteiro: Josh Cooley, Meg LeFauve, Pete Docter
Elenco: Amy Poehler, Phyllis Smith, Lewis Black, Mindy Kaling, Bill Hader
Leia mais sobre o filme em: Divertida Mente 




Birdman ou a inesperada virtude da ignorância (Birdman or The Unexpected Virtue of Ignorance)
2014, Estados Unidos
Direção: Alejandro González Iñárritu
Roteiro: Alejandro González Iñárritu, Alexander Dinelaris, Armando Bo, Nicolás Giacobone
Elenco: Michael Keaton, Edward Norton, Emma Stone, Naomi Watts
Leia mais sobre o filme em: Birdman



 Que horas ela volta? (Que horas ela volta?)
2015, Brasil
Direção: Anna Muylaert
Roteiro: Anna Muylaert
Elenco: Regina Casé, Camila Márdila, Karine Teles
Leia mais sobre o filme em: Que horas ela volta?



Garota exemplar (Gone girl)
2014, Estados Unidos
Direção: David Fincher
Roteiro: Gillian Flynn
Elenco: Ben Affleck, Rosamund Pike, Neil Patrick Harris
Leia mais sobre o filme em: Garota exemplar 


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

"Mistress America" dialoga com duas gerações de mulheres em busca de autoconhecimento


"Mistress America" o novo filme do diretor Noah Baumbach (Enquanto somos jovens; Frances Ha) traz novamente a parceria com a atriz Greta Gerwig como protagonista e também autora do roteiro, trabalho anterior havia sido "Frances Ha" (2012). Como nos filmes passados, o cineasta brinda a história com o cenário da cidade de Nova Iorque com sua magia e fascinação para retratar os temas da dificuldade do adulto em encontrar seu lugar, a artificialidade do ser humano em projetar ser uma pessoa "legal" quando na verdade tem apenas o vazio dentro de si e também a relação de companheirismo criada através do laço da amizade.

No longa recente, a jovem Tracy (Lola Kirke) recém chegada na metrópole para estudar, enfrenta dificuldades para socializar-se na universidade, dessa forma decide entrar em contato com sua futura irmã mais velha Brooke (Greta Gerwig) para fazerem algo juntas. O encontro das duas causa deslumbramento e admiração de Tracy por Brooke, pois esta introduz o lado descolado da cidade de Nova Iorque e consequentemente representa num primeiro momento uma mulher moderna, independente, decidida, criativa e acima de tudo contagiante. Como a própria personagem descreve sobre o fato de estar ao lado de Brooke "Estar com ela é como estar em Nova Iorque".

Tracy ao entrar em contato com esse universo hype materializado em Brooke, resolve escrever um romance sobre a vida dessa mulher e, com isso tentar entrar no clube de literatura da universidade. Nesse processo de escrita a jovem aprofunda-se cada vez mais em observar a rotina de sua musa, coletando informações e de uma certa maneira julgando seus comportamentos, já que Brooke costuma culpar várias pessoas por supostos fracassos de sua jornada. 

Esse fator de atribuir os percalços em outra pessoa, leva Brooke numa viagem até à casa de sua ex-amiga para esclarecer algumas questões do passado. Nessa visita ela conta com a companhia de Tracy e dois amigos universitários, que também passam por um processo de crise. Essa aventura até Connection para a lavagem de roupa suja gera um encadeamento de situações embaraçosas, cujo resultado é uma sessão de autoconhecimento para Brooke e Tracy.

A atriz Greta Gerwig assim como em "Frances Ha" mostra mais uma vez seu lado cômico, cativante e cheio de vida. Sua personagem inicialmente repleta de glamour e agitação torna-se em algo decadente e vazio, de uma mulher com milhares de ideias criativas para uma pessoa com dificuldades para colocá-las em prática. Essa descrição de Brooke não deixa de ser uma crítica à sociedade atual com a intensa conectividade entre pessoas, no qual cria-se a ilusão de que seguidores com perfis sociais atraentes são pessoas interessantes e legais, mas que mascaram uma realidade completamente diferente.  

Um filme cativante pelo discurso abordado em dois ângulos distintos, de um lado a jovem de 18 anos Tracy, em busca de um lugar na sociedade, e do outro Brooke com seus 30 anos, confusa em enxergar a si mesma e num estágio complexo de tentar concretizar algo que represente sua personalidade. Essas duas jornadas são construídas através de um roteiro bem estruturado, engraçado e crítico. Pode-se dizer que novamente a união de Greta Gerwig e Noah Baumbach gera um filme com temas similares dos anteriores, mas com nuances específicas para "Mistress America".
CineBlissEK




Ficha técnica: 

Mistress America (Mistress America)
2015, Estados Unidos
Diretor: Noah Baumbach
Roteiro: Greta Gerwig, Noah Baumbach
Produção: Lila Yacoub, Noah Baumbach, Rodrigo Teixeira
Fotografia: Sam Levy
Elenco: Greta Gerwig, Lola Kirke, Kathryn Erbe

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

CineBlissEK seleciona 5 cenas memoráveis do cinema




A magia do cinema atravessa fronteiras e conquista milhares de corações ao redor do mundo. Ao contar histórias do imaginário humano os filmes proporcionam as pessoas uma identificação com os personagens e uma viagem para o universo que se apresenta nas telas. Para fazer uma pequena homenagem ao cinema, o CineBlissEK seleciona cinco cenas memoráveis da sétima arte. 


Star Wars: Episódio V - O império contra ataca (Star Wars: Episode V - The empire strikes back)
Direção: Irvin Kershner, 1980




Perfume de mulher (Scent of a woman)
Direção: Martin Brest, 1992




Psicose (Psycho)
Direção: Alfred Hitchcock, 1960

  


Casablanca (Casablanca)
Direção: Michael Curtiz, 1942




Sem destino (Easy rider)
Direção:  Dennis Hopper, 1969




quinta-feira, 5 de novembro de 2015

CineBlissEK conferiu a 39ª Mostra Internacional de Cinema e traz a lista com os filmes vistos de maiores destaques

Encontro com Roteiristas: Carolina Kotscho, Luiz Bolognesi, Santiago Mitre e
Di Morett (mediador)

Encerrou ontem (04/11) em São Paulo a 39ª Mostra Internacional de Cinema, com duração de duas o evento teve ao todo 311 títulos de 62 países. O filme islandês "Pardais" do diretor Rúnar Rúnarsson foi o ganhador do Troféu Bandeira Paulista e também levou o de melhor roteiro. No quesito melhor filme brasileiro o premiado foi "Tudo o que aprendemos juntos" de Sérgio Machado. O longa "Sabor da vida" da japonesa Naomi Kawase foi eleito como melhor longa pela votação do público. 

O  blog CineBlissEK esteve presente pela primeira vez na Mostra por cinco dias e teve o privilégio de conferir 14 longas de diferentes nacionalidades e também o  Encontro com Roteiristas (imagem acima) ocorrido no dia (30/10) com a presença de Santiago Mitre, Carolina Kotscho, Luiz Bolognesi e Di Morett (mediador). O assunto abordado durante a conversa foi a transição de roteiristas para direção e produção de filmes.

Dentre os 14 filmes vistos durante a 39ª Mostra Internacional de Cinema, o CineBlissEK fez uma lista com as obras mais marcantes durante a maratona. Para conferir a listagem completa acesse: CineBlissEK/39Mostra


Virgin Mountain (Fúsi)
2015, Islândia
Direção: Dagur Kári
Mostra Foco Nórdico


Fúsi (Gunnar Jónsson) um homem solitário e sensível trabalha como carregador de malas em um aeroporto, vive com a mãe e passa suas horas vagas brincando com as miniaturas da II Guerra Mundial. Em seu aniversário de 43 anos ganha do namorado de sua mãe um curso de aulas de dança, por ser tímido ele não entra na sala e fica no estacionamento e justamente nesse local Fúsi é surpreendido para um despertar através da aparição de Sjöfn. Nessa arte do encontro da vida Fúsi tenta de todas as maneiras manter um relacionamento com Sjöfn ao mesmo tempo que enfrenta bullying no trabalho por ser obeso.
Um filme de extrema sensibilidade e delicadeza ao mostrar a transformação de homem solitário e obeso em lidar com as batalhas da vida ao sair de sua zona de conforto.


Mulheres vestindo camisa de homens (Kvinner I for store herreskjorter)
2015, Noruega
Direção: Yngvild Sve Flikke
Mostra Foco Nórdico


A trama é permeada pela vida de três mulheres, cada uma de diferente idade. No primeiro momento tem-se a história da estudante de literatura Sigrid que por acaso da vida depara-se com um autor famoso numa galeria e tornar-se completamente apaixonada por ele. Depois há o encontro da inusitada artista plástica Trine, grávida sem dinheiro cuja ajuda surge na desconhecida Astrid, uma mulher de quase 60 anos que vive no dilema de achar que está prestes a morrer e com a culpa de ter colocado o filho na adoção.
Através do universo espertinho o filme encaixa as histórias de uma maneira sutil e cômica ao mesmo tempo que enaltece o feminino no sentido de "liberte-se para ser libertado".  


La memoria del agua (La memoria del agua)
2015, Chile/ Espanha/ Argentina/ Alemanha
Direção: Matías Bize
Mostra Perspectiva Internacional


Cada relação, cada pessoa busca diferentes mecanismos para lidar com a perda de um ente querido, no caso do filme "La memoria del agua" o casal Javier (Néstor Cantillana) e Amanda (Elena Anaya) precisam buscar forças para superar a morte prematura do filho. No entanto, enquanto Javier esforça-se de todas as maneiras para continuar o casamento ao mesmo tempo que não chora pela perda do filho, Amanda prefere afastar-se do marido e tentar recomeçar a vida ao lado de outro. De uma forma sensível e sem cair em clichês o diretor narra as etapas do luto de cada um nessa jornada de perda, sofrimento e renovações.
Após a sessão o diretor Matías Bize participou de um debate e comentou que sua intenção ao fazer o filme era de contar uma história da maneira mais honesta e simples.


Um homem decente (Nichts passiert)
2015, Suíça
Direção: Micha Lewinsky
Mostra Perspectiva Internacional


O tranquilo e devotado pai de família Thomas Engel (Devid Striesow) tem uma rotina comum e certinha, no entanto ao sair de férias junto de seus entes queridos mais a filha do patrão, defronta-se com novos ares de sua personalidade o que quebra com sua suposta índole de ser um homem decente. Essa ruptura acontece quando a filha do patrão relata a Thomas um abuso sexual cometido por um dos adolescentes locais. Thomas esconde da família essa confissão e busca de todas as formas resolver o assunto de uma forma racional e amigável sem medir as consequências.
O filme que se passa nos Alpes Suíços conta com belíssimas imagens da paisagem local, igualando com a fisionomia do personagem que não demonstra expressão diante de todos os eventos ocorridos e transformados em uma bola de neve. 


Labirinto de mentiras (Im labyrinth des schweigens)
2014, Alemanha
Direção: Giulio Ricciarelli



Em 1958, o jovem promotor público Johann Radmann (Alexander Fehling) tem sua vida completamente transformada quando deixa de trabalhar com multas de trânsito para investigar crimes cometidos por militares alemães nazistas durante a II Guerra Mundial. Nesse labirinto de apuração dos fatos, Johann depara-se com um país ainda sensível com relação aos eventos cometidos e que busca não querer saber das crueldades consumadas durante a guerra. No ínterim da jornada investigativa Johann também precisa lidar com episódios de sua própria vida.
Um drama com roteiro bem estruturado baseado em uma história real que mostra a geração alemã pós II Guerra com o sentimento de vergonha e dos mais velhos em querer esquecer do passado.


Nise - O coração da loucura (Nise - O coração da loucura)
2013, Brasil
Direção: Roberto Berliner
Mostra Brasil


Baseado em uma história real, o filme conta do período de 1942 a 1944 na vida da psiquiatra Nise interpretado pela atriz Glória Pires, quando esta começa a trabalhar no Hospital Psiquiátrico Pedro II no subúrbio do Rio de Janeiro. Nise ao deparar-se em com um ambiente exclusivamente masculino decide optar por outra forma de trabalho, ao invés de adotar a lobotomia ela caminha para criar um espaço onde os pacientes (depois clientes) possam expressar outras formas de comunicação, no caso os clientes começam a dialogar através da pintura, algo similar introduzido pelo psiquiatra suíço Carl G. Jung. Através da condução dos trabalhos artísticos feitos no hospital, Nise conquista uma melhora dos clientes e ganha notoriedade nas mídias.  


Son of Saul (Saul Fia)
2015, Hungria
Direção: László Nemes 


O húngaro Saul (Géza Hohring) trabalha como Sonderkommando (grupo de prisioneiros judeus forçados a ajudar os nazistas na limpeza dos massacres). Em um de seus turnos, Saul se comove com a morte de um menino e decide fazer todo processo de sepultamento da criança alegando ser o pai. No entanto, para que isso se torna possível ele precisa encontrar um rabino, passar por todos os tipos de provação para salvar o corpo e também lidar com o processo de rebelião que se instala. Nessa jornada de sofrimento e perigo o público é conduzido às atrocidades cometidas durante a II Guerra Mundial. 
Com imagens ora desfocadas ora apenas focada nas costas do personagem o filme busca retratar uma história cruel sem cair no sensacionalismo da violência.


Sindicato de ladrões (On the waterfront)
1954, Estados Unidos
Direção: Elia Kazan
Mostra The Film Foundation


O jovem ex-boxeador Terry (Marlon Brando) costuma prestar serviço de vez em quando para a máfia que controla o cais pois seu irmão Charlie (Rod Steiger) é um dos integrantes. Porém ao conhecer Edie (Eva Marie Saint) irmã de um trabalhador morto por denunciar a máfia, Terry começa a questionar os gangsters e ir contra a forma como eles dominam o cais. Esses questionamentos seguem para proporções maiores quando Charlie é morto pelos mafiosos ao tentar defender Terry. Aproveitando esse fato o padre Barry (Karl Malden) busca em Terry um líder para desafiar os gangsters.


A floresta que se move 
2015, Brasil
Direção: Vinícius Coimbra 
Mostra Brasil


Quando a ambição perpassa para o lado negro e transforma-se no pecado capital da soberba o ser humano torna-se capaz de tudo para atingir o mais alto nível de poder. Com essa temática, o filme "A floresta que se move" baseado na obra "Macbeth" de William Shakespeare retrata a ascensão profissional do jovem empresário César (Gabriel Braga Nunes) no segundo maior banco do país. Esse fato ocorre depois do encontro dele com uma bordadeira supostamente com dom de profetizar eventos. Ao relatar a previsão da bordadeira à sua esposa Clara (Ana Paula Arósio) esta decide marcar um jantar com o presidente do banco como único convidado e colocar em ação um plano ambicioso e malévolo. No entanto o resultado desse esquema traz consequências irreparáveis para cada um dos envolvidos.  

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

CineBlissEK faz a lista de 5 filmes para se assustar e se arrepiar nesse Halloween


O Halloween data festiva da sociedade anglo-saxônica é considerado para alguns estudiosos originário da cultura celta que tinha a crença de no último dia do verão (31 de outubro) acreditar que os cadáveres saiam de seus túmulos para tomar posse das pessoas vivas. Para afastar esses espíritos mortos, os celtas colocavam em frente as suas casas objetos nada atraentes, como caveiras, abóboras e ossos enfeitados. Por ser uma festa pagã foi repudiada pela Igreja Católica que criou o Dia de Finados (2 de novembro).

Nos Estados Unidos, local de maior celebração do Halloween, as crianças vestem fantasias e batem na porta de vizinhos dizendo "trick or treat", em sua maioria são recebidos com doces e balas, caso isso não ocorra eles fazem algum tipo de travessura na casa. No Brasil, o dia das bruxas como também é conhecido não é comemorado, apenas alguns lugares como escolas de idiomas ou casas noturnas festejam o dia.

Pelo Halloween estar relacionado em sua origem à morte, várias figuras fazem parte do imaginário cultural dessa data festiva como bruxas, zumbis, fantasmas e monstros. Esses personagens assustadores são vistos com frequência nas tela de cinema causando efeitos de medo ou sustos nos espectadores. Em comemoração ao Halloween o CineBlissEK faz a seleção de cinco filmes que marcaram o gênero terror e ainda assustam e arrepiam o público.


Halloween - A noite do terror (Halloween) 
Direção: John Carpenter, 1978



Sexta-feira 13  (Friday the 13th)
Direção: Sean S. Cunningham, 1980



A hora do pesadelo (Nightmare on Elm Street)
Direção: Wes Craven, 1984



Brinquedo assassino (Child's play)
Direção: Tom Holland, 1988



Madrugada dos mortos (Dawn of the dead)
Direção: Zack Snyder, 2013



quinta-feira, 22 de outubro de 2015

A 39ª Mostra Internacional de Cinema começa hoje em São Paulo homenageando The Film Foundation



A cidade de São Paulo se torna a partir de hoje o cenário do universo cinematográfico com o início da 39ª Mostra Internacional de Cinema que ocorre até 4 de novembro. Ao todo serão 312 títulos, de 62 países espalhados em 22 locais da capital. O evento é dividido em seis categorias, Competição Novos Diretores, Perspectiva Internacional, Retrospectiva, Homenagem, Apresentações Especiais e Mostra Brasil.

O homenageado desse ano é The Film Foundation, uma organização criada em 1990 pelo diretor americano Martin Scorsese que visa restaurar filmes antigos, durante a 39ª Mostra serão exibidos 25 obras restauradas pela entidade, incluindo "Limite" (1931) de Mário Peixoto; "O inquilino" (1927) de Alfred Hitchcock; "Meu único amor" (1927) de Sam Taylor e "Sindicado dos ladrões" (1954) de Elia Kazan protagonizado pelo ator Marlon Brando. A abertura ocorrida ontem para convidados no Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer exibiu o inédito "Meu amigo Hindu" do diretor Hector Babenco.

Para maiores informações acesse o site oficial 39 Mostra Internacional de Cinema

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Confira a lista de filmes vistos pelo CineBlissEK durante o Festival do Rio 2015


A 17ª edição do Festival do Rio 2015 teve seu encerramento ontem (14) com mais de 250 filmes exibidos durante duas semanas. A festa de premiação, ocorrida na noite anterior no espaço BNDES consagrou dentre os vinte longas brasileiros competindo na Première Brasil o filme pernambucano "Boi Neon" de Gabriel Mascaro com o Troféu Redentor 2015, conquistando o melhor longa ficção, melhor roteiro, melhor atriz coadjuvante (Alyne Santana) e melhor fotografia. No quesito curta metragem o premiado foi "Pele de pássaro" da diretora Clara Peltier e na versão documentário o ganhador foi "Olmo e a gaivota" de Petra Costa e Lea Glob.

Pelo segundo ano seguido o CineBlissEK teve o privilégio de acompanhar o Festival do Rio no ritmo de maratona cinematográfica com um total de 25 filmes vistos de diversas partes do mundo. A seleção das obras cinematográficas foram feitas de forma aleatória o que ocasionou várias descobertas, surpresas e também confirmações de diretores já consagrados. A experiência de estar por duas semanas em contato com esse universo foi de extrema felicidade e gratidão.

Confira abaixo as obras cinematográficas de maior destaque vistas pelo CineBlissEK durante o Festival do Rio com comentários de cada uma delas e para conferir a lista completa acesse: Festival do Rio 2015. Viva o Festival do Rio e o cinema!


Sol a pino (Zvizdan)
2015, Croácia/ Eslovênia/ Sérvia
Direção: Dalibor Matanic
Mostra Expectativa 2015


Três décadas narram a história de amor de duas pessoas separadas por diferenças culturais, religiosas e sociais na ex-Iugoslávia. No primeiro momento, 1991 dois adolescentes separados em vilarejos distintos, buscam na fuga uma forma de viverem a paixão proibida. No período seguinte 2001 após os conflitos da guerra, pessoas tentam reconstruir suas vidas, contudo as feridas abertas da guerra bloqueiam estas de sentirem afeto ou compaixão um pelo outro. Por último, 2011 surge uma luz de entendimento e amor o que proporciona uma nova chance para a população de se divertirem e amarem um ao outro novamente.


Sem fronteira (Bedone Marz)
2014, Irã
Direção: Amirhossein Asgari
Mostra Expectativa 2015



Os filmes iranianos tem como característica olhar para o outro, em "Sem fronteiras" um menino pescador passa seus dias em um navio abandonado pescando, produzindo utensílios para vender e também relaxando em sua rede. Sua rotina muda completamente quando um novo integrante aparece no navio criando uma fronteiras entre eles. Na abertura para esse tripulante outras surpresas surgem nesse local ocasionando um ambiente de empatia, solidariedade e amor contrariando a atmosfera de guerra que vive a região.
O longa com poucos diálogos traz através das imagens uma comovente história de olhar para o ser humano independente da religião ou nacionalidade.


As escolhidas (Las elegidas)
2015, México
Direção: David Pablos
Mostra Première Latina


Sofia de 14 anos se apaixona por Ulisses, no entanto o que era um conto de fadas se torna seu maior pesadelo, pois o rapaz está iniciando nos negócios de seu pai relacionados à prostituição e ela é a primeira vítima dele. Ulisses ao se dar conta dos seus sentimentos por Sofia decidi fugir com ela, a tentativa não funciona e a jovem é aprisionada e colocada no mercado da escravidão sexual. Para tirá-la desse trabalho, Ulisses negocia com seu pai a liberdade de Sofia, só que para isso ele precisa trazer outra menina em seu lugar. Passado na periferia mexicana, especificamente em Tijuana, o filme aborda um tema delicado e pesado porém não se deixa levar para o sensacionalismo.


Órfãos do Eldorado (Órfãos do Eldorado)
2015, Brasil
Direção: Guilherme Coelho
Mostra Première Brasil: Competição longa ficção  



Em seu retorno à casa, o jovem Arminto se depara com assuntos familiares esquecidos no passado e sua volta causa impactos profundos na família. Em suas andanças ele acaba se apaixonando por uma mulher misteriosa e decidi procurá-la em todos os vilarejos da Amazônia, contudo sua busca é envolta de loucura, obsessão e mistério que desencadeia numa mistura de lenda amazônica e desventura. A história é baseada no romance do escritor brasileiro Milton Hatoum.
Com imagens belíssimas da natureza amazônica e seus rios, o filme mostra o outro lado do Brasil com seus costumes, tradições e histórias de amor.


Febre Ondulante (Umi o kanjiru toki)
2014, Japão
Direção: Ando Hiroshi
Mostra Expectativa 2015

 
A adolescente Emiko ao conhecer o jovem Hiroshi no colégio onde estudam, apaixona-se loucamente por ele sem ser correspondida, sem se importar com esse fato ela procura estar em todo lugar em que se encontra Hiroshi. Os dois acabam se beijando e fazendo sexo, porém com sentimentos diferentes um pelo outro. A obsessão de Emiko é tão forte que esta decidi propor ao amado ser objeto sexual dele. A relação de Emiko e Hiroshi voltada apenas para o sexual de dominado versus dominante, com o passar dos anos começa a adquirir outros aspectos resultando numa troca de papéis com transformações para ambos.


The lobster (The lobster)
2015, Irlanda/ Reino Unido/ França/ Grécia / Holanda
Direção: Yorgos Lanthimos
Mostra Panorama do Cinema Mundial


Em uma cidade futurística arbitra a lei que proíbe as pessoas de ficarem solteiras, se por alguma razão alguém ficar sozinho, o homem ou mulher é enviado para um hotel para tentar encontrar alguém com afinidades e com isso construir um relacionamento, caso isso não ocorre em 45 dias o indivíduo é transformado em um animal de sua escolha para ter uma segunda chance de acasalamento. Nesse hotel com figuras bizarras e repleto de regras fora do comum é enviado o solteiro David interpretado por Colin Farrell, ao tentar se ajustar nesse ambiente ele acaba sendo desmascarado e foge para Floresta onde vivem os solitários com regulamentos estranhos, porém nesse local David acaba se apaixonando.
Com cenas hilárias e recheado de humor negro o filme provoca no público um certo desconforto e reflexão.


A terra vermelha (La tierra roja)
2015, Bélgica/ Argentina / Brasil
Direção: Diego Martinez Vignatti
Mostra Première Latina


No meio da floresta de Missiones, vilarejo na Argentina, encontram-se companhias de papéis que derrubam árvores para plantar pinheiros, necessário para fabricação de papel utilizando agrotóxicos prejudiciais à saúde. O belga Pierre é um dos responsáveis por uma multinacional nesse local e busca minimizar sua chefia sendo treinador do time de rugby e simpático com os trabalhadores. Por outro lado existem alguns moradores locais incluindo Ana, professora rural e amante de Pierre, contra o uso de agrotóxicos nas plantações por constatarem o mal que está causando à população. Nessa disputa de interesses econômicos versus a saúde do povoado, desenvolve-se um conflito armado com consequências trágicas.
Um filme emocionante e comovente que gera discussões sobre a intervenção do homem no meio ambiente.


Paco de Lucia, a busca (Paco de Lucía, la busqueda)
2014, Espanha
Direção: Francisco Sánchez Varela
Mostra Itinerários Únicos


Um documentário eletrizante que contagia a todo público sobre a vida do famoso guitarrista flamenco Paco de Lucía. A obra narra desde a infância de Paco com seu primeiro contato com a guitarra, a dupla inseparável com o irmão, sua primeira ida aos Estados Unidos até seu estrelato. Com humor refinado Paco em seus comentários alegra qualquer espectador e com suas rápidas e mágicas mãos suscita profundas emoções através da guitarra. Com depoimentos de Carlos Santana, Estrella Morente, Alejandro Sanz entre outros, o documentário ilustra um pouco a jornada profissional de Paco de Lucía com sua busca em atingir o ritmo perfeito.


10 anos, divorciada (Ana Nojoom bent alasherah wamotalagah)
2014, Iêmen
Direção: Khadija Al-Salami
Mostra Expectativa 2015


Baseado em fatos reais, o filme narra a jornada de Nojoom, uma menina iemenita que vive com sua família tradicional na comunidade rural do Iêmen. Por motivo de perda da reputação ocorrida devido à um abuso sexual, a família decidi ir morar na cidade. No entanto, com duas esposas e vários filhos, o pai não consegue sustentar à todos e resolve casar Nojoom com apenas 10 anos de idade para pagar o aluguel com o dote da filha. A menina confrontada com o fato de querer ser criança mas obrigada a assumir o papel de uma esposa, ao casar sofre com o trabalho pesado da casa e acima de tudo com a violência sexual. Cansada e exausta de tudo, Nojoom foge do marido e vai buscar ajuda no tribunal da cidade alegando o pedido de divórcio.
Uma história comovente e sensível que retrata a dura realidade de meninas e mulheres no Oriente Médio que ainda vivem em condições desumanas.


In Natura (Mot Naturen)
2014, Noruega
Direção: Ole Giaever, Marte Vold
Mostra Expectativa 2015


Martin, 30 e poucos anos, casado, com um filho, morador de uma pequena cidade na Noruega, decidi passar seu final de semana sozinho nas montanhas ao invés de sair com os amigos e ficar bêbado ou brincar com sua família. Em sua caminhada até as montanhas, Martin se conecta com a natureza ao mesmo tempo que reflete sobre sua relação amorosa, seu passado com o pai, seus desejos sexuais e seu possível fracasso como pai. Recheado de cenas hilárias, o filme exala a dificuldade de Martin em ser o homem de família esperado pela sociedade.
Com um roteiro bem estruturado, ótima trilha sonora e belíssima fotografia, o longa causa a sensação de identificação e simpatia com o personagem e conquista o público.


Cinco graças (Mustang)
2015, França/ Alemanha/ Turquia
Direção: Deniz Gamze Erguven
Mostra Expectativa 2015



Cinco irmãs órfãs, entrando na fase da adolescência vivem em uma aldeia no norte da Turquia com sua avó. Um dia ao saírem da escola decidem se bainhar no mar junto de alguns rapazes, esse evento de ingenuidade das meninas mas de malícia por parte da população ocasiona mudanças drásticas da vida de cada uma delas. Narrada através dos olhos da mais nova Lale, a história retrata a prisão domiciliar das cinco proibidas de retornar a escola ou saírem de casa. Elas começam a serem preparadas para se tornarem dona de casas e a receberem propostas de casamento. Cada uma delas vai tendo seu destino traçado seja através das normas da sociedade ou quebrando as regras existentes.
Uma poderosa e eletrizante história sobre a repressão à mulher mas acima de tudo sobre a união de laços fraternos de irmãs que juntas lutam pela liberdade em um país onde o papel feminino ainda não tem voz.


O clã (El clan)
2015, Argentina
Direção: Pablo Trapero


Filme argentino selecionado para o encerramento do Festival do Rio conta a história verídica da família Puccio, uma organização criminosa que sequestrava parentes de empresários no período de 1982 a 1985. Chefiado por Arquímedes interpretado brilhantemente por Guilhermo Francella, o pai zeloso esconde em sua própria casa às vítimas do sequestro. O grupo composto pelos dois filhos Maguila e Alex e mais dois ex-militares, selecionam as pessoas, colocam em prática os planos e levem uma vida considerada normal. Contrapondo a crueldade expostas às vítimas, há a ascensão do jovem Alex, famoso como jogador de rugby e braço direito do pai em suas façanhas. 
Um filme narrado com resquícios da ditadura militar e da suposta falta do poder judiciário argentino através de uma narrativa envolvente, bem estruturada e com ótima trilha sonora.


Mia madre (Mia madre)
2015, França
Direção: Nanni Moretti
Mostra Panorama: Grandes Mestres




A diretora de cinema Margherita se vê numa crise quando sua mãe é internada no hospital com um diagnóstico complicado. Dividida entre a produção de um novo filme, visitas ao hospital e o papel de mãe de uma adolescente, ela começa a questionar seu comportamento de multi tarefas e sua personalidade. Para ajudá-la na doença da mãe há a figura do irmão que também passa por uma crise, no caso profissional. Para aliviar o drama e proporcionar um ar cômico, encontra-se John Turturro interpretando o ator principal do filme de Margherita que tem dificuldades com o italiano e de memória, as aparições dele é de causar muito riso. 

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Começa hoje a 17ª edição do Festival do Rio 2015 com diversas atrações para todos os gostos


Começa hoje o Festival do Rio 2015, momento em que a capital carioca deixa de ser vista apenas pelas praias e samba e se torna a capital do cinema mundial. Serão duas semanas de centenas de obras cinematográficas de mais de 60 países, espalhados por toda cidade com encerramento no dia 14 de outubro. O evento conta com 18 Mostras, como: Première Brasil, Midnight Movies, Midnight Docs, Première Latina, Cinema Noir Mexicano, Panorama do Cinema Mundial, entre outras.

Para a Mostra de Abertura será exibido o documentário "Chico - Artista Brasileiro" (2015) do diretor Miguel Faria Jr. com exibição hoje à noite apenas para convidados no Cine Odeon - Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, o público poderá conferir no dia 2 de outubro às 19h15 no mesmo local. Já a Mostra Encerramento contará com a história vinda da Argentina "O clã" (2015) de Pablo Trapero com exibições no dia 12 e 14 de outubro.

O Festival do Rio 2015 terá a Mostra especial Orson Welles in Rio para celebrar o centenário do cineasta responsável por obras cinematográficas de grande influência no cinema. Para essa Mostra será exibido clássicos como "Soberba" (1942) e "Otelo" (1951) e também trabalhos inéditos do programa Wellesiana. Além disso o evento contará com uma retrospectiva do Studio Ghibli.

Como ocorreu nos anos anteriores, enquanto o público aprecia os filmes pela cidade, produtores, diretores e executivos se encontram no RioMarket para negociar futuras produções, discutir projetos e debater os rumos do cinema.

Para os amantes de cinema o Festival do Rio é uma oportunidade para conferir filmes que muitas vezes não é divulgado em circuito nacional. Maiores informações acesse: Festival do Rio

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

"Frances Ha" aborda de forma divertida e simpática a jornada de uma bailarina sem talento em Nova Iorque



Os adultos geralmente vem com aquela perguntinha supostamente ingênua para crianças indagando o que eles gostariam de ser quando crescerem, dificilmente se ouve "eu não sei", pelo contrário meninos e meninas respondem com alguma ideia de profissão. No entanto, o caminho para se chegar até esse sonho (ao qual muitas vezes muda) pode ser complicado, confuso ou incerto. Alguns tiram de letra escolher o ofício por toda vida, já para outros o saber até pode ser algo certo, mas como obter o reconhecimento e sucesso é outra conversa, principalmente quando não se tem um objetivo concreto de vida. Esse premissa é o ponta pé inicial para o filme "Frances Ha" (2012) do diretor Noah Baumbach (Enquanto somos jovens; A lula e a baleia) escrito por ele e pela atriz principal Greta Gerwig. 

A bailarina Frances (Greta Gerwig) vive em Nova Iorque em busca do sonho de ser uma dançarina profissional, enquanto a realização desse ideal não ocorre ela ensina balé para crianças e tenta em alguns momentos ser pró-ativa em procurar por oportunidades dentro da escola de dança. Porém seu talento é algo duvidoso, o que dificulta ter a chance de demonstrar sua possível potencialidade e encontrar seu lugar no ambiente que lhe dá prazer, os palcos. 

A questão do lugar é fortemente demarcado no decorrer do filme, tanto pelo lado profissional quanto de moradia, pois Frances devido às suas condições financeiras precisa mudar de endereço por várias vezes. Primeiramente, com sua melhor amiga Sophie (Mickey Sumner) companheira de troca de intimidades e camaradagem, mas que decide deixar Frances para trás por querer morar em um apartamento melhor. Devido a esse fator, a bailarina muda-se para um apartamento descolado de dois rapazes, ao qual um deles passa os dias tentando reescrever roteiros de seriados, contudo sem um projeto de vida o que o identifica com Frances. Por motivos de dinheiro, a jovem desloca-se novamente de endereço e isso ocorre em outras circunstâncias durante a narrativa. 

Frances em sua jornada de se tornar uma dançarina, não tem realmente um plano de vida comparado com alguns de seus amigos, no entanto ela não se deixa intimidar, com seu jeito desengonçado e sem a delicadeza de uma bailarina, ela passa o filme quase todo correndo sem saber ao certo que rumo seguir, onde se encaixar nesse mundo. Seu conflito interno em buscar por sua identidade e espaço é retratado de uma maneira divertida e simpática o que conquista o público. 

Para dar suporte as incertezas dessa caminhada pessoal, Frances conta com um time de amigos que lhe trazem apoio e ajuda para essa transformação. Esse questão é sugerida logo no começo do filme quando Frances e Sophie correm para o metrô e leem-se a indicação para Broadway, essa imagem é como uma dica do diretor em posicionar o público sobre a história ser voltada para o interior da personagem em busca de expressar-se nos palcos da Broadway com a companhia de amigos.

O que torna "Frances Ha" interessante é o caminho traçado do roteiro e direção de sair dos clichês do romantismo para trazer uma obra cinematográfica original, com profundas discussões sobre pessoas que não "dançam" de acordo com as normas da sociedade, mas de um jeito próprio e singular. Essa abordagem é feita de uma maneira alegre, divertida e emocionante. A espontaneidade da atriz Greta Gerwig em dar vida a Frances Ha, heroína carismática e sonhadora é tão contagiante que com certeza cativa milhares de pessoas em todo mundo, cuja identificação ou vontade de fazer a mesma jornada é similar.  
CineBlissEK



Ficha técnica: 

Frances Ha (Frances Ha)
2012, Estados Unidos
Direção: Noah Baumbach
Roteiro: Noah Baumbach, Greta Gerwig
Produção: Lila Yacoub, Noah Baumbach, Rodrigo Teixeira, Scott Rudin
Fotografia: Sam Levy
Elenco: Greta Gerwig, Mickey Sumner, Adam Driver

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O confronto de duas gerações em "Que horas ela volta?" é o filme selecionado para representar o Brasil no Oscar 2016


"Que horas ela volta?" da diretora Anna Muylaert é o filme brasileiro selecionado pelo MinC para representar o Brasil na corrida ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2016. A narrativa estrelada pela atriz Regina Casé como a emprega doméstica Val, retrata o confronto de duas gerações no âmbito familiar, social, cultural e econômico através das mudanças ocorridas no Brasil nos últimos anos. A história vista em vários lares brasileiros como algo comum, traz um certo desconforto ao ser discutida na telona ao mesmo tempo que emociona e proporciona diversas reflexões.

A pernambucana Val ao mudar de sua cidade natal, deixa para trás sua filha Jéssica (Camila Márdila) aos cuidados de outra pessoa para tentar uma vida melhor na metrópole. Em São Paulo, ela consegue um trabalho como praticamente uma "faz tudo" (babá, emprega, cozinheira) em uma família de classe média no Morumbi. Sua vida é voltada para cuidar do bem estar dos patrões e ainda fazer o papel de mãe para o jovem Fabinho (Michael Joelsas) desde sua infância. A cumplicidade e afeto entre os dois é tão intensa que em vários momentos, Fabinho prefere estar ao lado de Val do que de sua própria mãe, Bárbara (Karine Teles). 

A rotina desse núcleo familiar mais Val muda completamente quando a filha dela decide ir para capital para prestar vestibular na USP no curso de arquitetura e urbanismo. No entanto, por morar no próprio trabalho, Val pede aos seus empregadores se há a possibilidade de Jéssica ficar com ela um tempo até achar um lugar para residir, com o discurso de "você é praticamente da família", ela consegue a permissão de hospedar sua filha no quartinho de empregada.

Antes mesmo da chegada de Jéssica, a diretora Anna Muylaert já indica através de metáfora como a vinda da jovem causa estranheza por esta não se encaixar no sistema existente. No caso, Val presenteia Bárbara com um conjunto de xícaras preto e branco, uma bandeja e uma garrafa térmica, quando senta na cozinha para organizar os itens, Val não consegue encaixar a garrafa na bandeja junto com as xícaras e pires postas invertidas, ela confabula por vários minutos a opção de espaço para essa garrafa. Essa falta de lugar num espaço estabelecido, é justamente o papel de sua filha na casa de seus patrões, pois com a chegada de Jéssica há o questionamento dela com uma certa ingenuidade sobre as proibições estabelecidas na casa do que pode e não fazer.

Esse fator de impedimentos é constantemente demarcado no filme, seja através do sorvete de Fabinho que Jéssica não pode comer, do veto de sentar na mesa dos patrões para fazer as refeições ou até mesmo em proibir nadar na piscina. Essa última acaba gerando uma das cenas mais belas da narrativa, pois as duas estão ao lado da piscina em pleno verão e Jéssica pergunta se alguma vez Val entrou na água, esta diz claro que não, como se fosse a coisa mais correta a ser feita, enquanto que Jéssica não compartilha dos mesmos sentimentos e acaba entrando na primeira oportunidade quando o filho do casal junto de um amigo jogam ela na água. A situação se torna tão indigesta para a Bárbara que ela decidi limpar a piscina com o suposto motivo de aparição de rato. 

A jornada entre mãe e filha coloca em evidência os adventos econômicos do país, pois enquanto na época de Val os imigrantes nordestinos viajam para São Paulo em busca de trabalhos sem muita valorização, a geração de sua filha migra para a cidade grande à procura de uma qualidade de vida melhor vinda do estudo de um curso superior. Jéssica chega na capital paulista com objetivos claros de prestar o vestibular e acima de tudo com conhecimentos iguais ou superiores à família do Morumbi. Essa qualificação faz dela um retrato de uma nova geração de jovens vindos de classes mais baixas com condições de competir por vagas nas melhores universidades do país.

Justamente por estar fora desse padrão entre empregado x empregador, Jéssica traz um despertar para Val ao lhe questionar da onde ela aprendeu a ideia de "não pode isso, não pode aquilo" pois isso para ela não faz sentido, já para a mãe é algo que não se aprende, mas nasce sabendo. A presença de Jéssica na vida de Val proporciona transformações profundas na vida desta emprega doméstica, e auxilia para o renascer dessa personagem tão característica nas casas brasileiras. O momento da entrada de Val na piscina indica sua aceitação as mudanças internas e principalmente em agarrar sua vida de uma forma mais humana e igualitária. 

O filme privilegia o público com interpretações magníficas de Regina Casé e Camila Márdila, na qual ambas trazem naturalidade e espontaneidade para cada cena, sendo umas até cômicas. Esse fator é primordial para aliviar a tensão e dificuldade de trabalhar com um tema ainda delicado no Brasil que é a questão de classes sociais. Ponto positivo para a diretora que através de uma jornada entre mãe e filha consegue propor uma história com fundo político e social possível de reflexões e ricas discussões.
CineBlissEK




Ficha Técnica: 

Que horas ela volta?
2015, Brasil
Direção: Anna Muylaert
Roteiro: Anna Muylaert
Produção: Anna Muylaert, Débora Ivanov, Caio Gullane, Fabiano Gullane
Elenco: Regina Casé, Camila Márdila, Lourenço Mutarelli, Michael Joelsas  

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Começa amanhã o 48º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro


Começa amanhã o 48º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro que ocorre até 22 de setembro na capital do país. O filme de abertura desta edição será "Um filme de cinema" de Walter Carvalho  e para a festa de encerramento será exibido o longa "Até que a casa caia" do diretor Mauro Giuntini.

Entre os concorrentes ao prêmio de longa metragem há seis títulos na disputa, como: "Prova de coragem" de Roberto Gervitz; "Para minha amada morta" de Aly Muritiba e "A família Dionti" de Alan Minas. Na versão curta metragem estão 12 obras como: "O sinaleiro" de Daniel Augusto; "A outra margem" de Nathália Tereza e "História de uma pena" de Leonardo Mouramateus.

Já para o Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal há a seleção de 18 filmes (quatro longas metragens e 14 curtas), cujas exibições serão de 17 a 21 de setembro no Cine Brasília às 17h00 com entrada gratuita. Os filmes selecionados concorrerão a 14 prêmios, escolhidos tanto pelo júri oficial quanto popular.

Para maiores informações acesse: Festival de Brasília

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

CineBlissEK faz uma lista de 10 filmes brasileiros para assistir no feriado da Independência



Na próxima segunda-feira 7 de setembro, sucede o feriado da Independência do Brasil, momento histórico do país pois celebra a emancipação das relações entre Portugal e Brasil ocorrida em 1822 na cidade de São Paulo. Para homenagear esse memorável fato da história brasileira, o CineBlissEK seleciona alguns filmes nacionais que tiveram destaque no meio cinematográfico, seja por premiações em festivais, boas arrecadações de bilheteria ou por terem representados aspectos importantes da cultura nacional. Vale a pena conferir cada um deles e aproveitar o feriado juntinho da sétima arte visto pelos olhares do povo brasileiro. 


Abril despedaçado 
Direção: Walter Salles, 2001
Elenco: Rodrigo Santoro, José Dumont, Ravi Ramos Lacerda


Em plena seca do sertão Nordestino vive os Breves, uma família composta de quatro pessoas que duelam por terras com uma família rival, esses embates ocasionam mortes de ambas as partes por gerações. Nessa rivalidade, o jovem Tonho (Rodrigo Santoro) recebe como missão vingar-se da morte do irmão, assim que realiza esse feito é condenado ao fim de sua vida. Ao sentir a presença do falecimento, Tonho começa a questionar o sentido de toda essa violência e conta com o apoio de seu irmão mais novo Pacu (Ravi Ramos Lacerda) para seguir o coração e quebrar com o ciclo de mortes.
Leia mais detalhes do filme em: Abril Despedaçado


Amarelo Manga
Direção: Cláudio Assis, 2002
Elenco: Matheus Nachtergaele, Dira Paes, Jonas Bloch, Chico Díaz, Leona Cavalli


No subúrbio da capital pernambucana situa-se diversos personagens atípicos que são conduzidos em suas histórias pessoais pelo lado selvagem e instintivo do ser humano. Cada uma dessas figuras, encontram-se regularmente no botequim de uma mulher amarga que costuma ser assediada pelos frequentadores. Esses heróis marginalizados e contraditórios seguem seus destinos à risca não importando com a crueldade ou violência.  



Carlota Joaquina, princesa do Brasil
Direção: Carla Camurati, 1995
Elenco: Marieta Severo, Marco Nanini, Marcos Palmeiras


O filme conta a história da jovem espanhola Carlota Joaquina (Marieta Severo) ao ser entregue para casar-se com o príncipe de Portugal Dom João (Marco Nanini). No casamento Carlota percebe que seu marido apenas pensa em comer e se decepciona com suas atitudes, dessa forma ela busca saciar seus desejos sexuais com vários amantes. Com o surgimento de Napoleão Bonaparte na Europa, o casal foge de Portugal com toda a corte para uma de suas colônias chamada Brasil. 


Central do Brasil
Direção: Walter Salles, 1998
Elenco: Fernanda Montenegro, Marília Pêra, Vinícius de Oliveira


Um dos filmes mais reconhecidos mundialmente, "Central do Brasil" narra a história de Dora (Fernanda Montenegro), uma mulher que escreve cartas para pessoas analfabetas e depois costuma jogá-las no lixo. Seu chamado a aventura surge na figura do menino Josué (Vinícius de Oliveira) que ao perder a mãe fica sozinho no mundo. Dora decide vender o garoto para traficantes de crianças, porém muda de ideia e decide ajudar Josué a encontrar o pai no sertão nordestino.  


Cidade de Deus
Direção: Fernando Meirelles e Kátia Lund, 2002
Elenco: Alexandre Rodrigues, Leandro Firmino da Hora, Seu Jorge, Matheus Nachtergaele


Cidade de Deus conjunto habitacional carioca na década de 1960, torna-se o cenário para narrar a vida de dois garotos: Buscapé (Alexandre Rodrigues) e Dadinho/ Zé Pequeno (Leandro Firmino da Hora). Cada um segue destinos completamente diferentes, Dadinho transformar-se um dos maiores traficantes de droga da favela enquanto que Buscapé sonha em ser um fotógrafo. O último acaba sendo o narrador dos acontecimentos mais importantes da Cidade de Deus, as traições, mortes, festas e rivalidades de gangues.  



O bandido da luz vermelha
Direção: Rogério Sganzerla, 1968
Elenco: Paulo Vilaça, Helena Ignez, Luiz Linhares, Fagano Sobrinho,



O movimento cinematográfico brasileiro chamado de cinema marginal tem no filme "O bandido da luz vermelha" o seu maior exemplo. A história conta a jornada de um bandido que assalta casas de luxo em São Paulo. Em seus assaltos o malandro aterroriza os moradores locais e utiliza de uma lanterna vermelha para cometer seus crimes assim como costuma ter longas conversas com suas vítimas. 


O invasor
Direção: Beto Brant, 2001
Elenco: Marco Ricca, Alexandre Borges, Paulo Miklos, George Freire, Malu Mader


Há 15 anos, três amigos de faculdade Estevão (George Freire), Ivan (Marco Ricca) e Gilberto (Alexandre Borges) são sócios de uma construtora. No entanto, com um desentendimento Estevão decide abandonar a sociedade enquanto que os outros dois procuram mecanismos para resolver a situação. A dupla opta por mandar matar o amigo e contratam Anísio (Paulo Miklos). O matador tem outros planos além de assassinar Estevão e isso traz consequências para todos os envolvidos. 


Pixote, a lei do mais fraco
Direção: Hector Babenco, 1980
Elenco: Fernando Ramos da Silva, Marília Pêra,


O garoto Pixote (Fernando Ramos da Silva) aos seus 11 anos é encarcerado na Febem em São Paulo e nesse meio é apresentado a diferentes modos de tráfego de drogas, corrupção e violência. Ao conseguir fugir da instituição, Pixote junto de mais dois amigos se desloca para o Rio de Janeiro onde inicia-se num ciclo de brutalidade e assassinatos.



Terra em transe
Direção: Glauber Rocha, 1967
Elenco: Paulo Autran, Jardel Filho, Paulo Gracindo, José Lewgoy


Um dos clássicos do Cinema Novo, "Terra em Transe" narra a vida política de uma cidade fictícia chamada Eldorado. Neste local há três políticos querendo ascender ao poder, Porfírio Diaz (Paulo Autran) representando a direita, Dom Felipe Vieira (José Lewgoy) no lado populista e Julio Fuentes (Paulo Gracindo) responsável pelo império de comunicação. Em um bate papo entre o jornalista Paulo (Jardel Filho) e a militante Sara (Glauce Rocha), o primeiro reflete qual o melhor político para Eldorado.


Tropa de Elite
Direção:José Padilha, 2007
Elenco: Wagner Moura, Caio Junqueira, Maria Ribeiro, André Ramiro



Sucesso de público antes mesmo de estrear no cinema devido à cópias piratas, "Tropa de Elite" traz a telona o surgimento de um contraditório herói nacional na figura de um capitão do BOPE chamado Nascimento (Wagner Moura). O capitão utiliza de técnicas violentas para conseguir informações sobre traficantes de drogas no morro carioca. Por estar prestes a se tornar pai, Nascimento procura por um substituto, porém essa busca não é tão simples quanto parece, entre os candidatos encontram-se dois amigos de infância Neto (Caio Junqueira) e André (André Ramiro). 

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Considerações sobre a maratona #UmFilmeporDia do CineBlissEK


Durante o mês de agosto o blog CineBlissEK propôs assistir um filme por dia, foram 31 dias e um total de 24 filmes de vários gêneros e nacionalidades. O resultado final, por mais que não tenha atingido 31 obras cinematográficas como esperado, causa alegria de dever cumprido, pois o entusiasmo em rever um filme antigo ou conferir uma história inédita fora prazeroso e gratificante. Em algumas ocasiões houve dificuldade de tempo para assistir uma obra cinematográfica, no entanto a determinação de realizar o projeto foi maior.

Os filmes foram selecionados de forma aleatória, simplesmente deixando-se levar pela intuição em testemunhar através das imagens uma narrativa. Houve a oportunidade de rever dois longas metragens de décadas passadas nas telonas, "A doce vida" (1960) do diretor italiano Federico Fellini e "Os intocáveis" (1987) de Brian De Palma. Também constou na lista filmes de 1980 que fizeram parte da sessão da tarde da pessoa que escreve este blog, como "Curtindo a vida adoidado" (1986) e "Clube dos cinco" (1985) ambos de John Hughes,  e "Os caça-fantasmas" de 1984 do diretor Ivan Reitman.

O gênero ação apareceu através da trilogia Bourne com o ator Matt Damon nos filmes "A identidade Bourne" (2002), "A supremacia Bourne" (2004) e "O ultimato Bourne" (2007). Claro que não poderia faltar o diretor Woody Allen com "Dirigindo no escuro" (2002) e o mais recente "Homem irracional" (2015) visto numa sessão de pré-estreia. O documentário foi representado pelo premiado "A nostalgia da luz" (2010) de Patricio Guzmán. Já o cinema brasileiro apareceu com "O palhaço" (2011) de Selton Melo e o lançamento de "O último cine drive-in" (2014) de Iberê Carvalho.

Esses foram apenas alguns exemplos desse apanhado de filmes que fizeram parte dessa jornada tão rica e transformadora para o CineBlissEK. A sensação pós maratona é de renovação pela sétima arte no sentido de uma paixão ainda maior pelo cinema, e também de entusiasmo em ter a oportunidade de compartilhar desse momento cinematográfico com cada um que contribuiu com dicas, sugestões, críticas ou curtidas. Segue a lista completa dos filmes vistos ou se preferir acesse Letterboxd ou Facebook.com/cineblissek e confira.

  1. Bem-vindo aos 40 (Judd Apatow, 2012)
  2. Cabo do medo (Martin Scorsese, 1991)
  3. A identidade Bourne (Doug Liman, 2002)
  4. A supremacia Bourne (Paul Greengrass, 2004)
  5. Samba (Eric Toledano e Olivier Nakache, 2014)
  6. Japão (Carlos Reygadas, 2002)
  7. A nostalgia da luz (Patricio Guzmán, 2010)
  8. Aloha (Cameron Crowe, 2015)
  9. Dirigindo no escuro (Woody Allen, 2002)
  10. O ultimato Bourne (Paul Greengrass, 2007)
  11. Clube dos cinco (John Hughes, 1985)
  12. Curtindo a vida adoidado (John Hughes, 1986)
  13. Os caça-fantasmas (Ivan Reitman, 1984)
  14. Quatro casamentos e um funeral (Mike Newell, 1994)
  15. O palhaço (Selton Melo, 2011)
  16. A doce vida (Federico Fellini, 1960)
  17. Ninho vazio (Daniel Burman, 2008)
  18. Questão de Honra (Rob Reiner, 1992)
  19. Homem irracional (Woody Allen, 2015)
  20. O pecado mora ao lado (Billy Wilder, 1955)
  21. Os últimos passos de um homem (Tim Robbins, 1995)
  22. Frances Ha (Noah Baumbach, 2012)
  23. O último cine drive-in (Iberê Carvalho, 2014)
  24. Os intocáveis (Brian De Palma, 1987)