quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

CineBlissEK rola os dados para as apostas ao Oscar 2016


Faltando apenas três dias para a cerimônia do Oscar 2016 no próximo domingo (28) em Los Angeles, o blog CineBlissEK apresenta algumas apostas para a premiação que promete ser bem competitiva em praticamente todas as categorias, com apenas alguns favoritos. No quesito Melhor Filme, os oito concorrentes "Ponte de espiões", "Brooklyn", "Perdidos em Marte", "Mad Max: Estrada da fúria", "O regresso", "A grande aposta", "Spotlight: Segredos Revelados" e "O quarto de Jack" tem como favorito a jornada selvagem de "O regresso" que faturou o Globo de Ouro nessa modalidade, contudo como oponentes fortes na disputa estão "Spotlight: Segredos revelados" que ganhou o SAG e "Mad Max: Estrada da fúria" com a magnitude de uma obra prima.

Como Melhor Diretor a disputa deve ficar entre Alejandro G. Iñarritu por "O regresso" (lembrando que ele levou o ano passado por Birdman), George Miller por "Mad Max: Estrada da fúria" e Tom McCarthy com "Spotlight: Segredos revelados", os outros concorrentes são: Lenny Abrahmson por "O quarto de Jack" e Adam McKay por "A grande aposta". 

Dificilmente algum indicado a Melhor Ator tira o tão aguardado Oscar de Leonardo DiCaprio por "O regresso", pois o ator já conquistou o Globo de Ouro e SAG, seus oponentes Eddie Redmayne em "A garota dinamarquesa" (ator vencedor do ano passado com "A teoria de tudo"), Matt Damon por "Perdido em Marte", Bryan Cranston em "Trumbo: Lista negra" e Michael Fassbender com "Steve Jobs" competem com ótimas interpretações. Para Melhor Atriz o cenário é praticamente o mesmo, já que Brie Larson de "O quarto de Jack" também faturou Globo de Ouro e SAG, a atriz compete ao Oscar com Charlotte Rampling com "45 anos", Cate Blanchett em "Carol", Jennifer Lawrence por "Joy: O nome do sucesso" e Saoirse Ronam em "Brooklyn".   

Na modalidade Melhor Filme Estrangeiro os dados apontam para "Filho de Saul" do diretor László Nemes representando a Hungria e que já levou o prêmio de Melhor Filme no Festival de Cannes do ano passado e o Globo de Ouro em 2016. Os outros indicados são "Theeb" da Jordânia, "O abraço da serpente" da Colômbia, "A war" da Dinamarca e "Cinco graças" da França. Na disputa como Melhor Animação tem a torcida para o brasileiro "O menino e o mundo" de Alê Abreu, no entanto, o preferido é para "Divertida mente" que concorre com outros três, "Anomalisa", "As memórias de Marnie" e "Shaun, o carneiro".

Como Melhor Roteiro Adaptado tudo leva a crer que Charles Randolph e Adam McKay devam levar a estatueta por "A grande aposta" que disputa com "Brooklyn", "Carol", "O quarto de Jack" e "Perdido em Marte". Já como Melhor Roteiro Original o favorito é "Spotlight: Segredos Revelados" assinado por John Singer e Tom McCarthy que levaram o Globo de Ouro, o filme concorre com "Ex-machina: Instinto artificial", "Divertida mente", "Ponte dos espiões" e "Straight outta Compton - A história de N.W.A.". 

Sylvester Stallone é o predileto para o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por "Creed: Nascido para lutar" sua vitória no Globo de Ouro rendeu salva de palmas de pé de todos os presentes, o ator disputa com Tom Hardy com "O regresso", Mark Rylance em "Ponte dos espiões", Mark Ruffalo por "Spotlight: Segredos Revelados" e Christian Bale com "A grande aposta". As mulheres em Melhor Atriz Coadjuvante travam uma disputa acirrada com Kate Winslet por "Steve Jobs" e Jennifer Jason Leight com "Os oito odiados" como favoritas entre Alicia Vikander em "A garota dinamarquesa", Rachel McAdams com "Spotlight: Segredos revelados" e Rooney Mara por "Carol". 

Não deixe de conferir a premiação no dia 28 de fevereiro a partir das 20h30 no canal pago TNT e fazer suas apostas para a maior festa do cinema. 
CineBlissEK 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Jornada de personagens femininos na corrida ao Oscar 2016


A cerimônia do Oscar 2016 acontece no próximo domingo (28), com uma diversidade de histórias concorrente as estatuetas, a premiação desse ano conta com seis longas de personagens femininos em suas jornadas de superação, transformação e redenção. Cada filme, flerta com a elegância, ótimas interpretações e recheado de muita emoção, ao mesmo tempo que provoca discussões e sensibiliza com o processo de redenção dessas heroínas. Seja o romance entre duas mulheres, um coração dividido entre dois lugares, a superação no matrimônio, a revolta contra um sistema machista ou simplesmente o afeto entre mãe e filho. Leia um pouco mais sobre a jornada dessas personagens femininas e escolha sua torcida para a corrida ao Oscar 2016.


O quarto de Jack (Room)
Direção: Lenny Abrahmson
4 indicações ao Oscar
- Melhor Filme
- Melhor Atriz (Brie Larson)
- Melhor Diretor (Lenny Abrahmson)
- Melhor Roteiro Adaptado (Emma Donoghue)


Em apenas um pequeno ambiente vive o menino Jack (Jacob Tremblay) de cinco anos de idade com sua mãe Joy (Brie Larson), nesse local os dois fazem suas refeições, tomam banho juntos e se exercitam. A rotina deles baseia-se exclusivamente nesse quarto, proporcionando um elo forte de cumplicidade e amor. Jack não faz ideia do que existe fora desse espaço, pois o quarto é para ele o único lugar do mundo. Ao terem a oportunidade de escapar, mãe e filho tentam adaptar-se em sociedade e a continuarem com o afeto existente.
Um filme comovente e com atuações magníficas de Jacob Tremblay e Brie Larson. Ao que tudo indica, Brie Larson pode levar para casa o Oscar de Melhor Atriz, já que faturou o Globo de Ouro e o SAG na mesma modalidade. 


Brooklin (Brooklyn)
Direção:  John Crowley
3 indicações ao Oscar
- Melhor Filme
- Melhor Atriz (Saoirse Ronan)
- Melhor Roteiro Adaptado (Nick Hornby)


O romance estrelado por Saoirse Ronan como Ellis Lacey, retrata uma jovem irlandesa na década de 1950 mudando-se para os Estados Unidos, precisamente no bairro do Brooklyn, sozinha, com apenas uma garantia de trabalho. Nesse novo país, Ellis enfrenta dificuldades para adaptar-se e sente-se desamparada. Por acaso do destino, a jovem conhece Tony (Emory Cohen), imigrante italiano, o que resulta em um amor genuíno e promissor entre os dois. No entanto, a vida com as surpresas direciona Ellis novamente para Irlanda, e lá, ela encontra novos elementos para justificar sua permanência. Dessa forma, a jornada da jovem divide-se entre os dois países e algo mais profundo.
Com diálogos engraçados e boa atuação de Saoirse Ronan o filme é a surpresa do Oscar.


Carol (Carol)
Direção: Todd Haynes
6 indicações ao Oscar
- Melhor Atriz (Cate Blanchett)
- Melhor Atriz Coadjuvante (Rooney Mara)
- Melhor Fotografia (Edward Lachman)
- Melhor Figurino
- Melhor Trilha Sonora
- Melhor Roteiro Adaptado (Phyllis Nagy)


A narrativa é construída a partir do encontro casual em uma loja de brinquedos da atendente Therese Belivet (Rooney Mara) com Carol Aird (Cate Blanchett), uma mulher elegante casada com Harge (Kyle Chandler). Devido a esse fortuito, as duas mulheres iniciam uma amizade, ao qual ambas passam por momentos de tédio e descontentamento com a vida. Com isso, o que era apenas uma situação do acaso tornar-se numa aproximação afetiva, gerando um romance e as possíveis consequências desse ato.
Um drama comovente e belíssimo, com interpretações calorosas de sensibilizar o público, ao qual ambas atrizes, transmitem a jornada amorosa de um modo brilhante e elegante. Conjuntamente a fotografia acompanha o ritmo da narrativa com imagens estonteantes.


Joy: O nome do sucesso (Joy)
Direção: David O. Russell
1 indicação ao Oscar
- Melhor Atriz (Jennifer Lawrence)


A jornada de Joy Mangano (Jennifer Lawrence) é de provação em praticamente o filme todo, cada resolução de problema eis que surge outro para essa mulher solucionar. Quando criança era criativa, e devido a esse fator, Joy desenvolve um esfregão milagroso, cujo alto índice de vendas resulta em seu enriquecimento. Ela torna-se uma empreendedora de sucesso, ao mesmo tempo que precisa lidar com sua família problemática. O filme peca nesse turbilhão de adversidades sob a protagonista e pouco desenvolvimento dos outros personagens. A atriz Jennifer Lawrence carrega o longa e ganha a quarta indicação ao Oscar em seis anos com uma atuação agradável. 


45 anos (45 years)
Direção: Andrew Haigh
1 indicação ao Oscar
- Melhor Atriz (Charlotte Rampling)


Durante 45 anos o casamento de Kate Mercer (Charlotte Rampling) sustenta-se em perfeita harmonia, na véspera da comemoração de aniversário, o marido é surpreendido com uma carta de falecimento de seu primeiro amor, vítima de um desastre nos Alpes Suíços. A notícia, não só abala esse homem como coloca em questão a própria maturidade do relacionamento, sacudindo as estruturadas de confiança e afetividade. Um romance sensível e profundo que possibilita uma reflexão sobre o tempo e o amor. Uma magnifica interpretação de Charlotte Rampling.


Cinco graças (Mustang)
Direção: Deniz Gamze Ergüven
1 indicação ao Oscar
- Melhor Filme Estrangeiro (França)


Cinco irmãs órfãs, entrando na fase da adolescência vivem em uma aldeia no norte da Turquia com sua avó. Um dia ao saírem da escola decidem bainhar-se no mar junto de alguns rapazes, esse evento de ingenuidade das meninas, mas de malícia por parte da população, ocasiona mudanças drásticas na vida de cada uma delas. Narrada através dos olhos da mais nova Lale, a história retrata a prisão domiciliar das cinco, proibidas de retornar a escola ou saírem de casa. Elas começam a serem preparadas para tornar-se donas de casa e a receberem propostas de casamento. Cada uma vai tendo seu destino traçado, seja através das normas da sociedade ou quebrando as regras existentes.
Uma poderosa e eletrizante história sobre a repressão à mulher, mas acima de tudo sobre a união de laços fraternos de irmãs, que juntas lutam pela liberdade em um país onde o papel feminino ainda não tem voz. 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Com delicadeza e sensibilidade "Boi Neon" retrata um colorido no sertão nordestino


Ganhador do Festival do Rio 2015 como Melhor Filme, "Boi Neon"(2015) do diretor Gabriel Mascaro (Doméstica), apresenta de uma maneira poética e estonteante o contraste da aridez do sertão nordestino com o colorido dos restos de panos, através da jornada do vaqueiro de curral Iremar (Juliano Cazarré) com seu sonho de ser estilista. Um road movie que passa pelo asfalto do Nordeste brasileiro com as vaquejadas como foco condutor, uma hibridação de ficção com documental.

Iremar junto de seus companheiros dormem dentro do caminhão onde são transportados os bois, a motorista Galega (Maeve Jinkings) carrega sua filha Geise (Samya de Lavor) nessas andanças, deixando-a participar da realidade desses vaqueiros, ao ponto dela ser uma confidente e amiga de Iremar. Esses personagens conquistam o público com simpatia, carisma e humildade, ao mesmo tempo, que com suas personalidades destoam do perfil desse universo bruto e também da questão de gênero. Como é o caso de Galega, uma mulher com suas vaidades (compra calcinha, faz depilação), mas tem ciúmes de sua caixa de ferramentas. 

Esse fator é ainda mais notório com a jornada de Iremar, vaqueiro, utiliza da força física para o trabalho tendo como hobby, costurar roupas para Galega. A profundidade e delicadeza de seu papel, sensibiliza qualquer espectador, pois a determinação ao qual encara seu sonho de trabalhar com a moda, mesmo em um ambiente inviável para essa realização, faz dele um herói por acreditar nesse desejo e nas horas vagas trabalhar para a consumação. Um personagem que mesmo sem os instrumentos necessários, busca por qualquer objeto que possa ajudá-lo, como pedaços de panos coloridos ou revistas de mulheres peladas para desenhar vestimentas. Em uma das cenas, Iremar ao comprar um perfume em meio aos bois, diz conhecer as fragrâncias e que gosta de ficar cheiroso, outro elemento de desarmonia entre o cenário e o protagonista.

O ritmo da narrativa com uma certa dosagem de humor, é construído de uma maneira eloquente para observar com cautela o contraste predominante tanto no ambiente quanto no personagem. Um local onde a sujeira, a brutalidade e a força diverge com o glamour, limpeza e a delicadeza do sonho de ser estilista. A beleza da fotografia traz imagens desoladas desse universo árido com o colorido do neon. As ótimas atuações de cada personagem em suas jornadas, são construídas não só para auxiliar o herói, como também para sofrerem suas próprias transformações, transmitindo leveza e profundidade ao filme, em meio a uma realidade sofrida e rude.   
CineBlissEK





Ficha Técnica: 

Boi Neon
2015, Brasil/Uruguai/Holanda
Direção: Gabriel Mascaro
Roteiro: Gabriel Mascaro
Produção: Rachel Ellis
Fotografia: Diego García
Elenco: Juliano Cazarré, Maeve Jinkings, Samya de Lavor, Vinícius de Oliveira

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Em "O novíssimo testamento" é a vez do feminino escrever um inédito conteúdo bíblico


Numa mistura de fábula com crítica à religião o indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro em 2016 pela Bélgica, "O novíssimo testamento"(2015) do diretor Jaco van Dormael, retrata de uma maneira divertida, inteligente e espontânea a criação de um novo testamento, baseado na peregrinação de Ea (Pili Groyne), filha de Deus (Benoît Poelvoorde). A família sagrada, mora na Bélgica, em um apartamento simples, sem nunca terem ido as ruas da cidade. Em uma sala escura, com apenas uma mesa e computador, Deus, homem branco, controla a vida das pessoas de um modo vingativo e cruel criando leis ridículas e se divertindo com essas atitudes. Com sua filha e esposa, o comportamento não é diferente, pois maltrata a mulher e bate em Ea.

Para vingar-se de Deus, Ea num ato corajoso invade seu computador e envia a data de falecimento de todos os seres humanos. Ao receber o dia e horário da morte pelo celular, cada indivíduo reage de um modo diferente, uns param de trabalhar, outros desafiam a morte e alguns continuam da mesma maneira. Devido a sua ação, Ea conta com a ajuda de JC, que aparece apenas como uma pequena estátua, para fugir de casa e ir para às ruas de Bruxelas à procura de seis pessoas, possíveis apóstolos para escreverem um novo testamento.

Com elementos de "O fabuloso destino de Amélie Poulain" (2001) de Jean-Pierre Jeunet, ao qual a personagem Amélie decide ajudar diversas pessoas, Ea na busca de encontrar seus seguidores também carrega a solidariedade em auxiliar seus apóstolos, compostos por uma mulher rica, um mendigo, uma mulher deficiente, um garoto que gosta de vestir-se de menina, um homem incapaz de amar, entre outros. As duas jornadas, Ea e Amélie dialogam através de uma narrativa clássica que enaltece o arquétipo feminino, ou seja, o ato de cuidar, proteger e amar, características do feminino que nos dois filmes, são expostas como soluções para diversos problemas.

A escancarada crítica à Deus, ao qual passa praticamente o filme todo "bebendo do próprio veneno" quando decide sair de seu esconderijo e trazer de volta Ea para consertar o computador, perpassa a ideia da possível necessidade de algo novo, de uma ideologia onde as pessoas possam estar mais conectadas umas com as outras, solidarizar-se com as deficiências de cada um, de apreciar as coisas mais simples da vida e de flertar com a alegria da existência.

O longa metragem com a fotografia em tons opacos, alude uma crítica a religião existente através da sátira, contudo como pano de fundo, emerge questões do papel do feminino na sociedade, até então dominado pelo masculino. Na peregrinação de Ea os relatos para o novíssimo testamento ganha outros elementos, e o simples fato de ser uma menina nessa jornada, abre espaço para o surgimento de uma esperança para os seres humanos.
CineBlissEK



Ficha Técnica: 

O novíssimo testamento (Le tout nouveau testament)
2015, Bélgica/França
Direção: Jaco van Dormael
Roteiro: Jaco van Dormael, Thomas Gunzig
Produção: Jaco van Dormael, Olivier Rausin
Fotografia: Christophe Beaucarne
Elenco: Benoît Poelvoorde, Pili Groyne, Catherine Deneuve, Yolande Moreau

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Um balanço da 19ª Mostra de Cinema de Tiradentes


Encerrou-se na noite de sábado (30) a 19ª Mostra de Cinema de Tiradentes com a entrega do prêmio do júri da crítica para o longa "Jovens infelizes ou um homem que grita não é um urso que dança" do paulista Thiago B. Mendonça. O filme desbancou o favorito "Animal político" de Tião, ambos competindo na Mostra Aurora, dedicada a diretores com primeiro longa. Já o público presente na cidade mineira escolheu o documentário "Geraldinos" de Pedro Asbeg e Renato Martins como melhor filme do festival.

O vencedor do prêmio do júri jovem da Mostra Transição foi "Tropykaos" de Daniel Lisboa. Os curtas "Noite escura de São nunca" de Samuel Lobo conquistou o prêmio do júri, enquanto que "Madrepérola" de Deise Hauenstein ficou com o prêmio do público.

Durante uma semana, Tiradentes foi palco do cinema nacional contemporâneo, um espaço dedicado para discussão do audiovisual brasileiro e principalmente um encontro de profissionais e amantes do cinema. A Mostra de Tiradentes como sua programação gratuita de 117 filmes (35 longas e 82 curtas), também contribuiu com seminários com a presença de diretores, crítica e o público e diversos debates envolvendo questões relacionadas ao audiovisual.

Para o blog CineBlissEK foi uma honra participar pela primeira do festival, pois permitiu um contato maior com a diversidade e riqueza de conteúdo do audiovisual brasileiro, sensibilizando com a importância de eventos como a Mostra de Tiradentes para visualizar e discutir questões políticas e sociais do Brasil. Essa aproximação com diversos tópicos retratados em longas ou curtas através do tema "Espaços em conflitos", realça o papel da Mostra como um canal de possibilidades para o cinema independente. 
Viva a sétima arte! Viva a Mostra de Tiradentes!