quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Comédias para ver, rever e sempre sorrir



O riso é um dos maiores triunfos do ser humano, seja em qualquer situação da vida, quando surge aquela risada gostosa não tem como ficar indiferente, o contágio é imediato. Sabendo disso o cinema desde o seu primórdio trabalha com o gênero comédia em milhares de histórias em busca de trazer humor para a vida de seu público.

O gênero comédia no cinema é dividido em três tipos: Comédia Pastelão (slapstick) que tem como característica o riso extraído de atrapalhadas envolvidas em movimentos físicos, essa forma foi perfeita para o cinema mudo com a consagração de uma das maiores lendas do cinema, Charlie Chaplin. A Comédia Excêntrica vem em segundo lugar ao qual o riso é arrancado de personagens excêntricos com a presença do som, os diretores Ernst Lubitsch e Howard Hawks foram os mais conceituados nesse tipo de comédia. Já o último é classificado como Comédia Sofisticada em que a base é o diálogo exigindo do público um certo conhecimento cultural, o nome mais conhecido é do diretor Woody Allen.

Muitas comédias utilizam de um, os dois, ou os três tipos para prender a atenção do telespectador e com isso extrair de alguma forma o riso e dessa maneira proporcionar uma leveza, alegria e bom humor para as pessoas que assistem a esses filmes.

Ao refletir sobre esse gênero, selecionei alguns filmes que não importa quantas vezes eu assista, a gargalhada é sempre convidada especial, porque definitivamente o riso é o melhor remédio para a qualquer momento na vida.


O gordo e o magro - A liberdade e seus perigos
Direção: Leo McCarey, 1929




Um morto muito louco (Weekend at Bernie's)
Direção: Ted Kotcheff, 1989




Nove Meses (Nine Months)
Direção: Chris Columbus, 1995



Uma babá quase perfeita (Mrs. Doubtfire)
Direção: Chris Columbus, 1993



A casa caiu (Bringing down the house)
Direção: Adam Shankman, 2003



Esqueceram de mim (Home Alone)
Direção: Chris Columbus, 1990



Luzes da cidade (City Lights)
Direção: Charlie Chaplin, 1931



Um convidado bem trapalhão (The party)
Direção: Blake Edward, 1968


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A dificuldade de uma aproximação amorosa


"Porque nem Kit ou Port haviam vivido uma vida normal...eles cometeram o erro fatal de ignorar o tempo. Um ano era como outro qualquer. Eventualmente, tudo iria acontecer." (Paul Bowles)

Início o post do filme O céu que nos protege com a citação acima do autor Paul Bowles do livro que inspirou a obra cinematográfica de Bernardo Bertolucci pois para mim é a essência tanto do filme quanto de nossa própria vida. O ser humano principalmente quando jovem acredita que os dias, as horas, o tempo não se esgotarão, somos arrogantes ao ponto de achar que amanhã teremos a oportunidade de fazer melhor ou diferente ou a mesma coisa. Conforme vamos envelhecendo somos arremessados para a certeza de que a única coisa que temos é o momento presente, algo de extrema importância, mas ao qual preferimos olhar para o futuro ou passado, deixando de lado o agora.

Essa arrogância do ser humano em ignorar o tempo é bem descrita no filme O céu que nos protege ao qual um casal Kit (Debra Winger) e Port (John Malkovich) com um amigo Turner (Campbell Scott) se aventuram em Tangier na África logo após a II Guerra Mundial em busca do desconhecido, do exótico, do diferente, mas ao mesmo tempo fechados para esse novo. Contudo por mais inconsciente que eles estejam sobre essa jornada, a vida com suas surpresas traz a cada personagem a sua transformação e o enfrentamento com o fator tempo.

Assim que os três chegam em Tangier, eles esclarecem a diferença entre um turista e um viajante: "...um turista quando chega a um lugar já quer ir para casa, enquanto um viajante pode nunca mais voltar". Turner se intitula como turista, mas Kit se diz estar no meio desses dois termos já Port com um ar mais seguro demonstra estar do lado do viajante. Com certeza uma dica para o público entender o desenrolar da história.

O trio se aventura por cidades africanas completamente diferentes de suas origens, a metrópole Nova Iorque. Nesse local exótico, a miséria, a falta de comunicação, as doenças, os desconfortos são alguns dos elementos que compõem a realidade, assim como a beleza das areias do Saara que enchem os olhos de contentamento.

O casal que no início tem relações sexuais extraconjugais mostra uma resistência a entrega total ao amor, como se tivessem o tempo da vida toda para falar e viver sentimentos que nutrem um pelo outro. Para mostrar esse vazio amoroso entre os dois o diretor traduz com belíssimas imagens do deserto do Saara e variações de cores. A imensidão das areias desérticas sem a fluidez de água, representa na linguagem simbólica a incapacidade de nascer algo novo, de como estão fechados um para o outro.

Em busca de uma aproximação, Port despista Turner e adentra pelo continente africano apenas ao lado da esposa, mas o que para eles era apenas a questão de visitar cidades muda completamente quando Port contrai febre. Aos cuidados de Kit eles se refugiam em um forte para que ele venha a melhorar. Em um de seus delírios Port declara todo seu amor e percebe-se o quanto ele procura reencontrar a paixão por Kit, mas devido a doença, falece sem ter o tempo para viver essa história de amor. Ela que até então não sabia ficar sozinha, se vê sem ninguém, desamparada no meio do deserto do Saara.

Kit abandona praticamente toda sua bagagem, ou seja, joga fora sua identidade e morre simbolicamente para renascer na cultura local e numa jornada em busca de si mesma. Ela é resgatada por um grupo de viajantes que não falam sua língua, a comunicação se faz praticamente pelos olhos. Um dos líderes acolhe Kit e se envolve sexualmente com ela, levando-a para morar em seu território junto com suas outras mulheres.

Para Kit, estar ali é indiferente a estar em qualquer outro lugar, pois o seu processo é interno, nesse esconderijo ela vive seu período de luto, em tentar lidar com o falecimento do marido, que para ela era o seu porto seguro, conforme o próprio nome do personagem sugere, Port, que em inglês é porto.

A jornada feminina de Kit que no começo do filme via a vida com certo ar de tédio, após a morte de Port muda completamente, ao ponto de no final responder ao autor Paul Bowles que lhe pergunta se ela está perdida, e ela diz " sim...", pela resposta a personagem mostra a sua profunda transformação e que agora está aberta para o novo, pois estar perdida é o melhor caminho para se achar.

O lançamento em 1990 de O céu que nos protege gerou muitas críticas por não estar parecido com o livro de Paul Bowles, mas há que reconhecer no filme elementos belíssimos como: os planos longos, a trilha sonora melancólica, as paisagens deslumbrantes, as tomadas panorâmicas, as atuações de Debra Winger e John Malkovich que traduzem lindamente essa história de amor.
CineBlissEK



Curiosidades:
  • Paul Bowles é autor do livro ao qual foi inspirado o filme e faz uma participação especial como narrador da história que aparece em três momentos;

Ficha Técnica:

O céu que nos protege (The Sheltering Sky)
1990, Reino Unido/ Itália
Direção: Bernardo Bertolucci
Roteiro: Bernardo Bertolucci, Mark Peploe
Produção: Jeremy Thomas, William Aldrich
Fotografia: Vittorio Storaro
Elenco: Debra Winger, John Malkovich, Campbell Scott, Timothy Spall

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

A união de mulheres para proteger seus homens


Quando ligamos a televisão para assistir ao noticiário, na maioria das vezes as notícias não são das mais agradáveis pois estão relacionadas à violência, guerra, desastre natural entre outros, a pergunta que se faz é, como nós seres humanos chegamos a um ponto tão extremo de não sabermos conviver mais com as diferenças e estarmos tão intolerantes que não cuidamos tanto do próximo quanto da natureza. Essas questões são o ponta pé inicial para o filme E agora, aonde vamos? de 2011 da diretora franco-libanesa Nadine Labaki.

Em um vilarejo supostamente no Líbano, convive muçulmanos e católicos que vez ou outra entram em guerrilhas para tentar impor o ponto de vista religioso perante o outro como verdade absoluta. As mulheres desse lugar já estão fartas de vestirem preto em luto por algum homem morto em cada um desses confrontos. Tanto que o filme inicia-se com uma belíssima imagem delas caminhando e dançando rumo ao cemitério para colocar flores aos mortos, que no desenrolar da trama constata-se a tendência da população morta rivalizar com a dos vivos.

Na pequena aldeia coexistem na praça central uma mesquita e um templo católico, que é afastado dos centros urbanos. Essa comunidade mantém contato com a cidade através de dois jovens que em uma moto cruzam um caminho estreito ligando o vilarejo ao restante do mundo. Eles viajam para vender os utensílios produzidos na vila e trazem os jornais com as notícias atuais. Esse caminho estreito feito pelos dois rapazes logo no começo do filme simbolicamente indica a dificuldade pela qual esse lugar terá que enfrentar perante suas diferenças religiosas.

Com o início de mais um conflito entre muçulmanos e católicos os homens desse vilarejo começam a traçar planos de ataque um contra o outro, enquanto as mulheres com o arquétipo feminino predominante resolvem cuidar desses homens para que não sejam mortos. Durante a roda de costura Takla (Claude Baz Moussawbaa), Amale (Nadine Labaki), Yvonne (Yvonne Maalouf), Afaf (Layla Hakim) e Saydeh (Antoinette Noufaily) de ambas religiões criam várias estratégias para boicotar qualquer tipo de confronto como: distraí-los com garotas de programas, desligam a única televisão para não ouvirem os noticiários, inventam um milagre da santa falar com uma delas e até mesmo colocam remédios e haxixe na comida deles.

As ideias mirabolantes que trazem o lado cômico para essa situação dramática surgem como uma forma de proteção dos homens e filhos, e demonstram a força do arquétipo feminino que tem como característica o cuidar, proteger, alimentar. Essas mulheres traçam planos para que não sejam forçadas a velar por mais um ente querido. É uma comoção sem tamanho quando no final elas incorporam a religião da outra para mostrar a esses homens que na verdade todos são iguais, independente da religião.

O filme que começa com a cena de apenas mulheres à caminho do cemitério, no final mostra a união dos dois gêneros (masculino e feminino) para enterrar uma vítima do conflito, mas com a pergunta de "E agora, aonde vamos"? com opção de trilhar um novo caminho.

Nadine Labaki (diretora de Caramelo) assume nesse filme seu triplo papel como diretora, roteirista e atriz para mostrar a relação dos dois gêneros com a religião: homens que tendem a reforçar suas crenças religiosas e lutar cegamente por elas independente das consequências, e mulheres capazes de abrir mão de suas religiões em favor da paz e através da união de ambos criar um mundo mais tolerante e pacífico.
CineBlissEK


Curiosidades:
  • Foi selecionado como representante do Líbano para disputar o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2012

Ficha Técnica:
E agora, aonde vamos? (Et maintenant on va oú ?)
2011, França /Líbano 
Direção: Nadine Labaki
Roteiro: Jihad Hojeily, Nadine Labaki, Rodney Al Haddid, Sam Mounier, Thomas Bidegain
Produção: Nadine Labaki, Anne-Dominique Toussaint 
Elenco: Nadine Labaki, Yvonne Maalouf, Claude Baz Moussawbaa, Layla Hakim 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Achados de 2014

Para os amantes da sétima arte não só as estreias de cinema são importantes, mas também os lançamentos de DVDs e principalmente aqueles filmes que você simplesmente se deixa alugar e quando assiste descobre a maravilha da trama.

Por essas descobertas interessantes de DVDs,  fiz uma seleção com os melhores filmes "achados" que vi durante o ano de 2014, confira os eleitos:

Pina (Pina)
Direção: Win Wenders, 2011
Através de um documentário o diretor alemão faz uma homenagem para uma das maiores coreógrafas do mundo, Pina Bausch que faleceu em 2009. Com depoimentos e danças de seus alunos, cada dançarino busca mostrar o que era estar ao lado de Pina e principalmente como ela os guiavam na expressão de sentimentos através da arte da dança. 
Confira crítica do filme: Pina



A caça (Jagten)
Direção: Thomas Vinterberg, 2012
Como a vida de um professor pacato pode mudar da água para o vinho após a denúncia de uma criança de supostamente ter sofrido um abuso sexual dele. A narração gira em torno da jornada de Lucas em tentar provar sua inocência e como as pessoas de sua cidade reagem a situação.



Assassinato em Gosford Park (Gosford Park)
Direção: Robert Altman, 2001
O último filme do conceituado diretor Robert Altman retrata um grupo de amigos hospedados na luxuosa casa do Sir Willian McCordle para um final de semana de caça. Com os ilustres convidados e serviçais o filme foca em cada um dos personagens e a reação deles perante um misterioso assassinato.



A vida secreta das palavras (La vida secreta de las palabras)
Direção: Isabel Coixet, 2005
Uma jovem solitária vê sua vida mudar ao embarcar em uma plataforma de petróleo para cuidar de um homem com queimaduras. Através de seus cuidados os dois criam uma intimidade que resulta em um amor inesperado.
Confira crítica do filme: A vida secreta das palavras



Ernerst e Célestine (Ernest et Célestine)
Direção: Benjamin Renner, Stéphane Aubier, Vincent Patar, 2013
Uma animação que traz a jornada de um urso Ernest e sua amiga ratinha Célestine em fugir da polícia e mostrar para as duas comunidades tanto dos ursos quanto dos ratos que ambas são amigas e não inimigas.



A menina santa (La niña santa)
Direção: Lucrecia Martel, 2004
A jovem Amalia vive seus dias morando em um hotel junto de sua mãe e indo para as aulas de religião. Sua vida se transforma quando se apaixona por um homem mais velho, pai de família que está hospedado no mesmo hotel.



Incêndios (Incendies)
Direção: Denis Villeneuve, 2010
A vida dos gêmeos Simon e Jeanne tem uma reviravolta quando sua mãe morre e lhes deixa duas cartas para serem entregues, uma ao pai e outro ao irmão, contudo essas duas pessoas são desconhecidos que eles nunca souberam da existência. Para incrementar a jornada, os dois têm que viajar para um país distante degastado pela guerra civil e a busca lhes trará uma surpresa que deixa qualquer pessoa de queixo caído.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Um ídolo como guia para as situações complicadas da vida




Quem me conhece sabe a grande paixão que tenho pelo diretor Woody Allen, sem entrar em detalhes com relação a sua vida pessoal, acho seu trabalho admirável. Em bate-papos que me perguntam hipoteticamente qual seria a pessoa famosa que gostaria de conversar pessoalmente, minha resposta é sempre a mesma Woody...porquê? Por que mesmo que seus filmes retratem o drama, sempre há um lado cômico, um certo humor negro, seus personagens riem de si mesmo e talvez isso seja de extrema necessidade nos dias de hoje, em ver a vida com um certo grau de humor.

Em Paris-Manhattan primeiro filme da diretora francesa Sophie Lellouch a farmacêutica Alice (Alice Taglioni) divide seus dias em sua farmácia medicando seus clientes e prescrevendo vídeos de seu ídolo Woody Allen, além de participar de festas em busca de um casamento. Para essa última tarefa ela conta com a ajuda de seu pai, que tenta de todas as formas possíveis arrumar um marido para sua filha, nem que isso signifique entregar seu cartão de visita a desconhecidos.

Para alívio da personagem, sua fascinação pelo diretor Woody Allen faz com que ela tenha conversas mentais com seu ídolo em qualquer que seja a situação. Alice bate um papo com Woody que através de frases de seus filmes guia a jovem nessa existência complicada chamada vida.

Como qualquer filme permeado pela lógica de encontros e desencontros, Alice não encontra um homem mas dois interessados por ela, contudo como muitas mulheres na vida real, ela se entrega ao mais romântico e não dá chances para o que está ao lado dela, Victor (Patrick Bruel). A personagem opta num primeiro momento para o amor impossível e descarta o possível e real.

Porém o personagem Victor que trabalha em construir e destravar alarmes possui na linguagem simbólica a ferramenta necessária para abrir o coração da jovem. Com suas artimanhas em abrir e fechar portas, ele aos poucos conquista a confiança da jovem e a chave para destrancar o protegido coração de Alice. 

Para incrementar a jornada da jovem a lá Woody Allen há a presença de uma família supostamente perfeita que aos poucos vão dando o ar da graça com desconfianças de traição, alcoolismo, menagé à trois, ou seja, uma família desajustada que no decorrer do filme mostra seu falso moralismo. Esses elementos são discutidos com frequência pelo diretor americano, tanto que em uma cena Victor consola Alice dizendo que Woody fala justamente de "...casais que se reencontram, que se amam, que se traem...ou seja fala da vida".

É interessante a proposta da diretora em discutir relacionamentos através de um diretor que tem como premissa em muito de seus filmes a questão do acaso, de pessoas com seus defeitos que se encontram pelo caminhar da vida. Mas Sophie Lellouch não consegue dar uma originalidade em seu roteiro por ficar presa em Woody Allen e nem ao menos em construir diálogos inteligentes, que são elementos marcantes na vida do diretor americano em suas comédias sofisticadas brincando com os ícones da cultura.

Uma comédia romântica fraquinha, mas que no final nos presenteia com fogos de artifício através da participação ilustre do próprio Woody Allen como ele mesmo, dando dicas para o então apaixonado Victor. Essa cena para mim é o ato máximo do filme, ao ponto de colocar lágrimas em meus olhos e imaginar como seria a minha reação se um dia pudesse ver pessoalmente o meu ídolo.
CineBlissEK






Curiosidades:
  • Em 2011 durante as gravações do filme em Paris, a produção recebeu a visita ilustre do diretor Woody Allen que aceitou participar da trama e gravou por uma hora cenas com Alice Taglioni e Patrick Bruel

Ficha técnica:

Paris-Manhattan (Paris-Manhattan)
2012, França
Direção: Sophie Lellouch
Roteiro: Sophie Lellouch
Produção: Philippe Rousselet 
Elenco: Alice Taglioni, Patrick Bruel, Marine Delterme, Yannick Soulier, Woody Allen

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Os premiados do Globo de Ouro 2015


Os indicados ao prêmio Globo de Ouro 2015 foram anunciados em dezembro de 2014 e ontem reuniu famosos tanto do cinema quanto da televisão para premiar os melhores do ano que se passou. Com mais de 70 anos o Globo de Ouro é considerado como termômetro para o Oscar, a maior premiação do cinema mundial.

Esse ano o grande nome foi o filme Boyhood: Da infância á juventude do diretor Richard Linklater que levou três estatuetas, incluindo melhor atriz coadjuvante para Patricia Arquette, melhor diretor e melhor filme drama. A história narra em tom documental a jornada do menio Mason dos oito aos quinze anos de idade, esse projeto cinematográfico foi gravado por doze anos.

Outro destaque da noite foi para o filme Birdman que ganhou dois Globos de Ouro, como melhor ator em filme cômico ou musical para Michael Keaton e também como melhor roteiro para Alejandro Gonzáles Iñarritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris e Armando Bo. Como melhor filme cômico ou musical o prêmio foi para O grande hotel Budapeste do diretor Wes Anderson.

O premiado como melhor filme estrangeiro foi o russo Leviatã do diretor Andrey Zvyagintsev. Para melhor ator drama o Globo de Ouro presentou Eddie Redmayne em A teoria de tudo e melhor atriz drama para Julianne Moore em Para sempre Alice.

A homenagem da noite com o prêmio Cecil B. DeMille foi para o ator/diretor/produtor/ativista dos direitos humanos George Clooney que em seu discurso de agradecimento mencionou os ataques terroristas em Paris.

Para conferir a lista completa dos ganhadores acesse

Confira os trailers de alguns filmes ganhadores:

Boyhood: Da infância à juventude


 

O grande hotel Budapeste 




 Birdman



Leviatã


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Os melhores filmes de 2014



O ano de 2014 terminou e já começou a corrida cinematográfica para os indicados aos prêmios do Globo de Ouro e Oscar, os mais cogitados dos Estados Unidos e do mundo. Mas antes de se deliciar com os lançamentos de 2015, preparei a listinha com os cinco melhores filmes vistos no ano que passou.

Segue a listinha dos melhores de 2014 para CineBlissEK:

Her (Ela)
Direção: Spike Jonze, 2013
Retrata a vida de um homem solitário ao se apaixonar por um programa de computador chamado Samantha. Todos os elementos de um relacionamento são expostos no filme com o personagem Theodore e sua namorada virtual, Samantha.
Leia a crítica do filme:  Her



Ninfomaníaca volume I e II (Nymphomaniac)
Direção: Lars von Trier, 2013
Como a maioria de seus filmes o diretor dinamarquês busca causar polêmica com suas histórias focadas no universo feminino. Em Ninfomaníaca I e II Lars Von Trier narra a jornada erótica de uma mulher de 50 anos viciada em sexo. Recheado de simbolismo, cenas picantes e violência o filme dividido em dois volumes deu o que falar em 2014.



Magia ao luar (Magic in the moonlight)
Direção: Woody Allen, 2014
Um mágico é contratado por uma família milionária para verificar os poderes mediúnicos de uma jovem, mas ao mesmo tempo que o mágico busca provas para desvendar a jovem, ele também começa ver a vida de uma forma menos racional e se apaixona por ela. 
Novamente o diretor Woody Allen traz elementos marcantes de seus filmes como: a magia, homem mais velho que se apaixona por mulher mais nova, crítica a burguesia e diálogos afinados.
Leia a crítica do filme: Magia ao Luar




Hoje eu quero voltar sozinho
Direção: Daniel Ribeiro, 2014
A versão longa-metragem de "Hoje eu quero voltar sozinha" retrata de forma delicada a rotina do adolescente cego Leonardo e sua amiga Giovana em um colégio particular de São Paulo. Mas a chegada de Gabriel muda o relacionamento da dupla e trás novas descobertas. 
O filme do brasileiro Daniel Ribeiro teve grande repercussão no festival de Berlim 2014 e em outras partes do mundo.



O abutre (Nightcrawler)
Direção:  Dan Gilroy, 2014
O filme retrata a rotina do ambicioso homem que através do jornalismo sensacionalista filma as cenas de crime na cidade de Los Angeles e depois vende as imagens para televisão. Contudo sua voracidade para conseguir imagens lucrativas o leva a ir cada vez mais longe e a escancarar o papel da mídia na sociedade moderna.