quinta-feira, 27 de setembro de 2018

CineBliss esteve presente no 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro


O blog CineBliss esteve presente no 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro que ocorreu no período de 14 a 23 de setembro, na capital federal. Foram 9 dias de contato direto com o universo cinematográfico brasileiro, dos quais o blog teve o privilégio de participar. Dentre as exibições das produções da Mostra Competitiva com 12 curtas e 9 longas-metragens, o evento também proporcionou debates com os realizadores, além de encontros de pessoas ligadas à produção audiovisual brasileira em um espaço denominado Ambiente de Mercado

Os prêmios da Mostra Competitiva foram anunciados no último domingo (23), com destaque para o longa-metragem mineiro "Temporada" (2018), do realizador André Novais Oliveira (Ela volta na quinta), que logrou o troféu Candango nas categorias Melhor Filme, Melhor Atriz para Gracê Passô, Melhor Ator Coadjuvante para Russo Apr, Melhor Fotografia para Wilsa Esser e Melhor Direção de Arte para Diogo Hayashi. A história situada na periferia de Contagem, Minas Gerais, se destina a observar com carinho a personagem Juliana (Gracê Passô), quando esta muda-se para a cidade por causa de um novo trabalho. Nesse ambiente desconhecido, a protagonista se depara com experiências singulares que irão afetar a sua jornada e converter-se em combustível para transformações. Um recorte aparentemente simples sobre a rotina de Juliana, mas que nas entrelinhas esconde um emaranhado de emoções. 




Outro destaque da premiação foi para o segundo longa-metragem da baiana Gabriela Amaral Almeida, "A sombra do pai" (2018) com a conquista de três estatuetas nas categorias de Melhor Atriz Coadjuvante para Luciana Paes, Melhor Som para Daniel Turini e Melhor Montagem para Karen Akerman. A emocionante narrativa misturada com um toque de horror, é retratada por meio da relação entre pai e filha com os personagens Jorge (Júlio Machado) e Dalva (Nina Medeiros). Após a morte da mãe e do abandono da tia Cristiana (Luciana Paes) da casa,  Jorge e Dalva são obrigados a construirem uma aproximação afetiva, porém, quando o amigo de trabalho de Jorge morre, este se fecha ainda mais para com suas emoções, ausentando-se do papel de pai e aos poucos demonstrando uma aparência de zumbi. Por sua vez, Dalva busca refúgio em filmes de terror e em suas crenças, o que a faz acreditar ser capaz de trazer sua mãe de volta. 


No quesito Júri Popular o prêmio de Melhor Longa-metragem foi para o documentário "Bixa Travesty" (2018), dos realizadores Claudia Priscilla e Kiko Goifman que abordaram a jornada de desconstrução de estereótipos de raça, gênero e classe da cantora transexual negra Linn da Quebrada. No documentário é possível observar a rotina de trabalho da cantora, os shows e programas de rádios feitos ao lado de Jup do Bairro e também sua intimidade junto da mãe e de amigos. Mesmo com assuntos polêmicos, o tempero da narrativa dá-se por meio do bom humor dos diálogos e, assim permite ao público sair da sessão com ares de reflexão e de desejo de potência transformador. 




Segue abaixo dois vídeos de realizadores das produções "Bloqueio" e "Ilha", que também estiveram presentes na Mostra Competitiva durante o 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Viva o Cinema Brasileiro! 
CineBliss


"Bloqueio" 
2018, PE/RJ 
Documentário
Victoria Álvares e Quentin Delaroche


"Ilha" 
2018, BA
Ficção
Ary Rosa e Glenda Nicácio  


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