Começa amanhã no CCBB Rio a mostra "O cinema anticolonial de Sarah Maldoror"

 

O Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro apresenta, a partir de amanhã (19), a mostra O cinema anticolonial de Sarah Maldoror. A iniciativa celebra a trajetória da cineasta pioneira na história do cinema africano, do cinema realizado por mulheres e na difusão das produções intelectuais da Négritude.

Em cartaz até 16 de março, o evento constitui a maior retrospectiva já realizada no país dedicada à obra e ao legado da diretora. A programação reúne 14 títulos assinados por ela — entre eles uma cópia restaurada de "Sambizanga" (1972) — além de dez filmes de outros realizadores que dialogam com sua produção.

Nascida em 1929, na França, filha de pai guadalupense, Sarah Maldoror iniciou sua carreira retratando as lutas de independência no continente africano. Manteve proximidade com os movimentos de libertação de Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde. Sua filmografia ultrapassa 40 obras, entre ficções e documentários, marcadas por uma linguagem poética que articula narrativa revolucionária e dimensão humana, com destaque para o protagonismo feminino nos processos de emancipação.

Com curadoria de Lúcia Monteiro, Izabel de Fátima Cruz Melo e Letícia Santinon, a mostra propõe ao público um mergulho em uma filmografia que equilibra engajamento político e rigor estético. “Acreditamos muito no encontro dos filmes de Sarah Maldoror com o público do Rio de Janeiro. Há diversos paralelos entre as realidades africanas e afro-diaspóricas que ela filmou — na África, nas Antilhas e na Europa — e o Brasil”, afirma Monteiro.

Além das sessões gratuitas, a programação inclui cursos e debates com a presença das filhas da realizadora, Annouchka de Andrade e Henda Ducados. Para maiores informações, acesse: bb.com.br/cultura

Comentários